Sangramento Vaginal Agudo em Adolescentes: Conduta Inicial

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2024

Enunciado

Adolescente de 16 anos apresenta sangramento vaginal com volume aumentado há 2 dias. DUM: há 45 dias. Menarca: 12 anos. Ao exame físico: PA 80 x 50 mmHg, FC 110 bpm. Ao exame especular: sangramento vaginal em moderada quantidade. Os exames complementares imprescindíveis na avaliação imediata são

Alternativas

  1. A) hemograma e TSH.
  2. B) hemograma e ultrassonografia pélvica/transvaginal.
  3. C) b-hCG e ultrassonografia pélvica/transvaginal.
  4. D) b-hCG e hemograma.

Pérola Clínica

Adolescente com sangramento vaginal + instabilidade hemodinâmica → excluir gravidez (b-hCG) e avaliar perda volêmica (hemograma).

Resumo-Chave

Em uma adolescente com sangramento vaginal agudo, especialmente com sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão e taquicardia), a prioridade é descartar uma gravidez (b-hCG) e avaliar a magnitude da perda sanguínea (hemograma). A ultrassonografia pélvica é importante, mas pode ser postergada após a estabilização inicial e confirmação/exclusão de gravidez.

Contexto Educacional

O sangramento uterino anormal (SUA) em adolescentes é uma queixa comum e pode variar de um sangramento leve a uma hemorragia grave com instabilidade hemodinâmica. As causas são diversas, incluindo disfunção ovulatória (mais comum), distúrbios de coagulação, infecções, trauma, uso de contraceptivos e, crucialmente, complicações da gravidez (gravidez ectópica, abortamento). A avaliação inicial deve ser rápida e focada na estabilização da paciente e na identificação das causas mais urgentes. Em uma adolescente com sangramento vaginal e sinais de instabilidade hemodinâmica (PA 80x50 mmHg, FC 110 bpm), a prioridade é a estabilização e a investigação imediata de condições que possam ameaçar a vida. Dois exames são imprescindíveis: o b-hCG para descartar ou confirmar gravidez (e suas complicações) e o hemograma para avaliar a magnitude da perda sanguínea e a necessidade de reposição volêmica ou transfusional. A gravidez ectópica, por exemplo, pode causar sangramento significativo e choque. Após a estabilização e a coleta dos exames iniciais, a investigação pode prosseguir com ultrassonografia pélvica para avaliar a anatomia uterina e anexial, e outros exames conforme a suspeita clínica (ex: coagulograma, TSH). O manejo inicial envolve suporte hemodinâmico com fluidos intravenosos e, se necessário, transfusão de hemoderivados. O tratamento definitivo dependerá da causa subjacente, que pode variar de terapia hormonal para sangramento uterino disfuncional a intervenção cirúrgica em casos de gravidez ectópica rota. Residentes devem ter um algoritmo claro para abordar esses casos.

Perguntas Frequentes

Por que o b-hCG é um exame imprescindível na avaliação de sangramento vaginal em adolescentes?

O b-hCG é crucial para descartar ou confirmar uma gravidez, incluindo gestação ectópica ou abortamento, que são causas importantes de sangramento vaginal em adolescentes e podem ser ameaçadoras à vida, especialmente com instabilidade hemodinâmica.

Qual a importância do hemograma na avaliação imediata de sangramento vaginal?

O hemograma é fundamental para avaliar a magnitude da perda sanguínea (níveis de hemoglobina e hematócrito) e a necessidade de transfusão. Em casos de sangramento agudo, a hemoglobina pode não refletir a perda real inicialmente, mas é um parâmetro essencial para monitoramento e manejo.

Quando a ultrassonografia pélvica deve ser realizada na investigação de sangramento vaginal em adolescentes?

A ultrassonografia pélvica é um exame importante para identificar causas estruturais de sangramento, como pólipos, miomas, malformações ou complicações da gravidez. No entanto, em uma paciente hemodinamicamente instável, ela deve ser realizada após a estabilização inicial e a coleta de b-hCG e hemograma, que são mais urgentes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo