AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Jovem de 18 anos procura atendimento por apresentar sangramento genital há 15 dias. Relata que este sangramento dura 3 a 4 dias, cessa por 2-3 dias e reinicia. E lhe diz que há cerca de 7 meses a menstruação costuma adiantar de 10 a 15 dias. Menarca 11 anos, sexarca 15 anos e nega comorbidades e uso de métodos anticoncepcionais. Apresenta beta HCG, realizado há 2 dias, negativo. Ao toque combinado nenhuma alteração detectada e no exame especular observação de sangramento ativo provindo de orifício cervical externo. Com os dados disponíveis assinale verdadeira (V) ou falsa (F) as seguintes afirmativas: I - O intervalo menstrual que esta paciente apresentava antes do sangramento uterino anormal vigente é compatível com ciclos ovulatórios. II - O sangramento vigente decorre de roturas setoriais de arteríolas e vênulas da camada funcional do endométrio. III - A etiologia mais frequente deste sangramento uterino anormal é a miomatose intramural. IV - Para cessar o sangramento vigente é indicada a associação de antinflamatório não hormonal e ácido tranexâmico. V - Para cessar o sangramento vigente é indicada a associação de estrógeno e progestágeno. A seguinte alternativa contempla o solicitado no enunciado
SUA em adolescente + βHCG negativo → anovulação é a causa mais comum. Tratamento agudo: estrogênio + progestágeno.
Em adolescentes, a principal causa de sangramento uterino anormal (SUA) é a anovulação devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. O sangramento irregular e prolongado ocorre por proliferação endometrial instável. A terapia hormonal combinada é a mais eficaz para estabilizar o endométrio e cessar o sangramento.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa comum na adolescência e um tópico frequente em provas de residência. A etiologia mais prevalente nessa faixa etária é a anovulação, resultante da imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, que leva a uma proliferação endometrial desregulada e sangramento irregular. É crucial descartar gravidez (beta HCG), coagulopatias e infecções sexualmente transmissíveis antes de firmar o diagnóstico de SUA disfuncional. A fisiopatologia do SUA anovulatório envolve a ausência de ovulação, levando à falta de produção de progesterona e à proliferação contínua do endométrio sob estímulo estrogênico. Este endométrio torna-se instável, com roturas setoriais de arteríolas e vênulas, resultando em sangramento prolongado e irregular. O diagnóstico é de exclusão, após exames físicos e laboratoriais que afastem outras causas orgânicas ou sistêmicas. O tratamento do SUA anovulatório agudo visa cessar o sangramento e estabilizar o endométrio. A terapia hormonal combinada com estrogênio e progestágeno (como contraceptivos orais combinados de alta dose) é a abordagem mais eficaz. Anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) e ácido tranexâmico são mais indicados para reduzir o fluxo em sangramentos ovulatórios ou como adjuvantes, mas não para estabilizar o endométrio em casos de anovulação prolongada. O manejo a longo prazo envolve a regulação dos ciclos menstruais, frequentemente com contraceptivos hormonais.
A principal causa de sangramento uterino anormal (SUA) em adolescentes é a anovulação, devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Outras causas incluem coagulopatias, infecções e, mais raramente, pólipos ou miomas.
Para cessar um sangramento agudo em adolescente com SUA anovulatório, a terapia hormonal combinada com estrogênio e progestágeno (geralmente contraceptivos orais combinados de alta dose) é a primeira linha, visando estabilizar o endométrio.
Ciclos ovulatórios são tipicamente regulares, com duração entre 21 e 35 dias. Ciclos anovulatórios são frequentemente irregulares, com variações significativas na duração, podendo ser muito curtos, muito longos ou com sangramentos imprevisíveis e prolongados.
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