SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Uma paciente de 12 anos de idade, sem sexarca, com menarca há três meses, apresenta sangramento volumoso, com saída de coágulos e duração de 15 dias, sem repercussão hemodinâmica associada. Em relação ao sangramento uterino anormal, assinale a alternativa correta
Sangramento uterino anormal em adolescente pós-menarca → Coagulopatia é a causa mais comum e deve ser investigada ativamente.
Em adolescentes com sangramento uterino anormal volumoso logo após a menarca, a coagulopatia, especialmente a doença de von Willebrand, é a causa mais frequente. A investigação deve ser direcionada para descartar distúrbios de coagulação antes de focar em causas hormonais ou anatômicas.
O sangramento uterino anormal (SUA) em adolescentes, especialmente nos primeiros anos após a menarca, é uma queixa comum que exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica cuidadosa. Embora a anovulação fisiológica seja uma causa frequente devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, é crucial não negligenciar outras etiologias, particularmente as coagulopatias, que representam a causa mais comum de sangramento volumoso nessa faixa etária. A doença de von Willebrand é a coagulopatia hereditária mais prevalente e deve ser ativamente investigada em adolescentes com SUA significativo. A história clínica detalhada, incluindo padrão de sangramento, presença de coágulos, necessidade de troca frequente de absorventes e história familiar de distúrbios hemorrágicos, é fundamental para direcionar a investigação. Exames laboratoriais específicos para coagulação são essenciais para o diagnóstico. O manejo inicial do SUA em adolescentes visa controlar o sangramento e restaurar a estabilidade hemodinâmica. Opções terapêuticas incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), ácido tranexâmico e, em casos mais graves, contraceptivos orais combinados ou progestágenos. O tratamento deve ser individualizado, considerando a causa subjacente, a gravidade do sangramento e o desejo de contracepção. A ultrassonografia transvaginal é geralmente reservada para casos com suspeita de anomalias anatômicas ou falha ao tratamento clínico.
As principais causas incluem coagulopatias (especialmente doença de von Willebrand), anovulação (comum nos primeiros anos pós-menarca), causas anatômicas (raras), infecções e, menos frequentemente, distúrbios endócrinos ou uso de medicamentos.
Deve-se suspeitar de coagulopatia quando o sangramento é volumoso, prolongado, com coágulos grandes, ou se há história pessoal ou familiar de outros sangramentos anormais (epistaxe frequente, sangramento gengival, equimoses fáceis, sangramento pós-cirúrgico).
A investigação inicial inclui hemograma completo, testes de coagulação (tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada, fibrinogênio, fator de von Willebrand), beta-hCG para excluir gravidez, e, se indicado, perfil hormonal. A ultrassonografia transvaginal é geralmente reservada para suspeita de causas anatômicas ou persistência do sangramento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo