UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Paciente, 15 anos, vai ao consultório com queixa de sangramento vaginal aumentado mais dor tipo cólica. Paciente relata que, desde a menarca com 11 anos, apresenta ciclos irregulares com fluxos aumentados, utilizando absorventes noturnos, com duração de 10 dias. Nega relação sexual e também o uso de medicações. AP: nega cirurgias prévias, relata hemorragia, quando extraiu dente há 2 anos. AF: desconhece. Assinale a alternativa com a conduta correta para esse caso.
Adolescente com menorragia + história de sangramento anormal (ex: pós-extração dentária) → suspeitar de coagulopatia.
Em adolescentes com sangramento uterino anormal (SUA) e história pessoal ou familiar de sangramentos excessivos, é fundamental investigar coagulopatias, como a doença de von Willebrand, que podem ser a causa subjacente e não apenas ciclos anovulatórios imaturos.
O sangramento uterino anormal (SUA) em adolescentes é uma queixa comum, frequentemente atribuída à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, resultando em ciclos anovulatórios. No entanto, é crucial diferenciar as causas funcionais das orgânicas e sistêmicas, que podem ter implicações mais sérias. A história clínica detalhada é fundamental. No caso de menorragia persistente desde a menarca, com fluxo intenso e prolongado, e especialmente com história de outros sangramentos anormais (como pós-extração dentária, epistaxe recorrente), a suspeita de coagulopatia deve ser levantada. A doença de von Willebrand é a coagulopatia hereditária mais comum e uma causa frequente de menorragia em adolescentes. A conduta inicial envolve a investigação dessas condições subjacentes, incluindo exames laboratoriais para avaliar a coagulação. O tratamento dependerá da causa, podendo incluir terapia hormonal para estabilizar o endométrio ou tratamento específico para a coagulopatia, visando controlar o sangramento e prevenir complicações como anemia.
As causas mais comuns incluem ciclos anovulatórios imaturos (disfunção do eixo HHO), coagulopatias (como doença de von Willebrand), distúrbios de tireoide, hiperprolactinemia e, menos frequentemente, causas estruturais ou infecções.
A suspeita deve surgir quando há menorragia desde a menarca, sangramentos excessivos em outros locais (epistaxe, gengivorragia, pós-procedimentos), equimoses fáceis, ou história familiar de distúrbios hemorrágicos.
Exames iniciais incluem hemograma completo (para anemia), coagulograma (TAP, PTTa, fibrinogênio) e, se a suspeita for alta, testes mais específicos como dosagem do fator de von Willebrand e fator VIII.
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