UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Menina de 12 anos foi trazida à consulta por queixar-se de cansaço e de falta de disposição para estudar ou fazer os esportes de que gostava e praticava regularmente. A menarca, que ocorrera há 6 meses, teve duração de 12 dias e houve perda de coágulos. Atualmente os ciclos menstruais tinham 24-35 dias, com fluxo intenso e duração de 8 dias ou mais. O hemograma realizado recentemente mostrou hemoglobina de 9,0 g/dl e ferritina de 5,0 ng/l. Ao exame físico, apresentava peso e altura adequados, M4 e P4 (estágios de Tanner). Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Menorragia puberal + anemia ferropriva grave → suspeitar de imaturidade do eixo HHO como causa mais comum de sangramento uterino disfuncional.
A imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário é a causa mais comum de sangramento uterino disfuncional em adolescentes, resultando em ciclos anovulatórios e menorragia. Isso pode levar a anemia ferropriva grave, como no caso da paciente, necessitando de investigação e tratamento adequados.
O sangramento uterino anormal (SUA) na adolescência, frequentemente denominado menorragia puberal, é uma condição comum e geralmente benigna, mas que pode levar a anemia ferropriva significativa. A principal causa é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, que resulta em ciclos anovulatórios, onde a ausência de ovulação regular impede a produção adequada de progesterona, levando à proliferação endometrial sem a fase secretora e, consequentemente, a sangramentos prolongados e intensos. A fisiopatologia envolve a desregulação hormonal que impede a estabilização do endométrio, tornando-o mais propenso a sangrar de forma irregular e abundante. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história menstrual e na exclusão de outras causas, como coagulopatias, distúrbios estruturais uterinos ou doenças sistêmicas. A avaliação laboratorial deve incluir hemograma completo, ferritina e, se necessário, testes de coagulação. O tratamento visa controlar o sangramento agudo e corrigir a anemia. Pode incluir terapia hormonal, como estrogênio para estabilizar o endométrio em casos de sangramento agudo, progesterona para induzir a fase secretora ou contraceptivos orais combinados para regular os ciclos a longo prazo. A suplementação de ferro é fundamental para tratar a anemia. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das adolescentes desenvolvendo ciclos ovulatórios regulares com o amadurecimento do eixo HHO.
Sinais de alerta incluem sangramento menstrual com duração superior a 7 dias, fluxo muito intenso que exige troca frequente de absorventes, presença de coágulos grandes e sintomas de anemia como cansaço e palidez.
A principal causa é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, que leva a ciclos anovulatórios. Nesses ciclos, a produção de progesterona é insuficiente, resultando em proliferação endometrial excessiva e sangramento irregular e prolongado.
O tratamento envolve a suplementação de ferro para corrigir a anemia e o controle do sangramento. O controle do sangramento pode ser feito com terapia hormonal (como contraceptivos orais combinados ou progesterona) para regular os ciclos e reduzir o fluxo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo