USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2023
Paciente, 16 anos, previamente hígida, menarca aos 12 anos e ciclos irregulares desde então. Procura ginecologista por sangramento menstrual excessivo há 5 dias. Ao exame clínico, apresenta Tanner 3 mamário e genital; hímen íntegro e perfurado. Exame clínico geral normal e petéquias esparsas.Exames laboratoriais apresentados. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é a conduta adequada?
Adolescente com menorragia + petéquias → suspeitar de distúrbio de coagulação (ex: PTI).
A presença de sangramento menstrual excessivo em uma adolescente com ciclos irregulares desde a menarca, associada a petéquias, sugere fortemente um distúrbio de coagulação, como a púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), que pode ser tratada com corticosteroides.
O sangramento menstrual excessivo em adolescentes, ou menorragia, é uma queixa comum que pode ter diversas etiologias. Embora a anovulação devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano seja a causa mais frequente, é crucial considerar distúrbios de coagulação, especialmente quando há outros sinais hemorrágicos, como petéquias ou equimoses. A história clínica detalhada e o exame físico são fundamentais para direcionar a investigação. A presença de petéquias em uma adolescente com menorragia e ciclos irregulares desde a menarca deve levantar a forte suspeita de um distúrbio de coagulação, como a doença de von Willebrand ou a púrpura trombocitopênica idiopática (PTI). A PTI é uma doença autoimune caracterizada pela destruição de plaquetas, levando à trombocitopenia e manifestações hemorrágicas. Exames laboratoriais como hemograma completo com contagem de plaquetas e testes de coagulação são essenciais para o diagnóstico diferencial. A conduta terapêutica depende da causa subjacente e da gravidade do sangramento. No caso de suspeita ou confirmação de PTI, os corticosteroides (como a prednisona ou metilprednisolona) são a primeira linha de tratamento para aumentar a contagem de plaquetas e controlar o sangramento. Outras opções podem incluir desmopressina (para doença de von Willebrand leve), progesterona (para sangramento disfuncional) ou estrogênios (para estabilizar o endométrio em sangramentos agudos graves).
Além do sangramento menstrual excessivo, a presença de petéquias, equimoses, sangramentos nasais frequentes, sangramento gengival ou história familiar de distúrbios de coagulação são sinais de alerta importantes.
Se a menorragia e as petéquias forem causadas por púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), os corticosteroides são a primeira linha de tratamento para aumentar a contagem de plaquetas, reduzindo o sangramento.
O sangramento uterino disfuncional geralmente está associado à anovulação e imaturidade do eixo HHO, sem outros sinais de sangramento sistêmico. Distúrbios de coagulação apresentam manifestações hemorrágicas em outros locais, como petéquias e equimoses.
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