Sangramento Uterino Anormal em Adolescentes: Diagnóstico

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022

Enunciado

Adolescente de 14 anos procurou consulta médica por estar menstruando a cada 40 a 50 dias, com fluxo de duração de 9 dias. Nos 4 primeiros dias elimina coágulos e necessita de 9 absorventes por dia. Antecedente pessoal: menarca há 15 meses. Nega atividade sexual. Exame físico: descorada 2+/4+, himen integro, com saída de coágulos ao esforço (tosse). O diagnóstico é:

Alternativas

  1. A) Doença de Von Willebrand.
  2. B) Sangramento uterino anormal.
  3. C) Purpura trombocitopênica idiopática.
  4. D) Pólipo endometrial.

Pérola Clínica

Adolescente com menarca recente e sangramento menstrual intenso/irregular → suspeitar de Sangramento Uterino Anormal (SUA).

Resumo-Chave

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é um diagnóstico comum em adolescentes com menarca recente devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, resultando em ciclos anovulatórios. A apresentação inclui sangramento prolongado, intenso e irregular, muitas vezes com coágulos e anemia.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição comum na adolescência, especialmente nos primeiros 2-5 anos após a menarca, afetando até 20% das jovens. É caracterizado por alterações na frequência, regularidade, duração ou volume do sangramento menstrual. A compreensão de sua etiologia e manejo é crucial para residentes, pois pode levar a anemia e impactar a qualidade de vida da paciente. A fisiopatologia mais frequente do SUA em adolescentes é a anovulação, devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano. Isso resulta em estimulação estrogênica contínua do endométrio sem a oposição da progesterona, levando a um endométrio instável e sangramento irregular. O diagnóstico é clínico, baseado na história menstrual detalhada, e o exame físico deve excluir outras causas, como trauma, infecção ou distúrbios de coagulação. A presença de anemia é um achado comum e deve ser avaliada. O tratamento do SUA em adolescentes visa controlar o sangramento agudo, corrigir a anemia e regular os ciclos menstruais. Opções incluem terapia hormonal (estrogênios, progestagênios ou contraceptivos orais combinados), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e, em casos selecionados, antifibrinolíticos. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das adolescentes desenvolvendo ciclos ovulatórios regulares com o tempo. É fundamental o acompanhamento para garantir a resolução e identificar possíveis causas subjacentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar Sangramento Uterino Anormal em adolescentes?

O diagnóstico de Sangramento Uterino Anormal (SUA) em adolescentes é clínico, baseado em padrões de sangramento que se desviam do normal para a idade, como ciclos muito longos (>45 dias), muito curtos (<21 dias), sangramento prolongado (>7 dias) ou excessivo (troca frequente de absorventes, coágulos grandes).

Qual a principal causa de Sangramento Uterino Anormal em adolescentes?

A principal causa de SUA em adolescentes, especialmente nos primeiros anos pós-menarca, é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, levando a ciclos anovulatórios. Isso resulta em uma produção estrogênica sem oposição progestogênica, causando proliferação endometrial excessiva e sangramento irregular.

Quando devo investigar outras causas de sangramento vaginal em adolescentes?

Outras causas devem ser investigadas se o sangramento for persistente, refratário ao tratamento inicial, associado a outros sintomas sistêmicos, ou se houver histórico familiar de distúrbios de coagulação. Doença de Von Willebrand, discrasias sanguíneas e distúrbios tireoidianos são diferenciais importantes.

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