INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma adolescente de 17 anos vai a consulta na unidade básica de saúde referindo sangramento genital intermitente há 1 mês. Diz que, desde a menarca, que ocorreu aos 12 anos, apresenta ciclos oligomenorreicos, menstruando, no máximo, 4 vezes ao ano. Refere, ainda, possuir pele oleosa e acne. Afirma ter iniciado atividade sexual há 6 meses, com uso irregular de preservativo masculino nas relações. Ao exame físico, apresenta-se hidratada e em bom estado geral. Ao exame ginecológico, observa-se sangramento coletado por espéculo em fundo vaginal, sem lesões visíveis, toque vaginal com o útero móvel, de tamanho habitual e indolor à mobilização do colo uterino.Considerando esse caso, é correto afirmar que
Adolescente com SUA, oligomenorreia, hiperandrogenismo + vida sexual ativa → sempre descartar gravidez antes de outras hipóteses.
Em adolescentes com sangramento uterino anormal e vida sexual ativa, mesmo com histórico de oligomenorreia e sinais de hiperandrogenismo, a primeira e mais crucial etapa é descartar gravidez, incluindo gravidez ectópica ou abortamento, devido ao uso irregular de preservativo.
O sangramento uterino anormal (SUA) na adolescência é uma queixa comum e desafiadora, com um amplo espectro de causas. É crucial uma abordagem sistemática para o diagnóstico e manejo. A história de oligomenorreia e sinais de hiperandrogenismo (acne, pele oleosa) são altamente sugestivos de disfunção ovulatória, frequentemente associada à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). No entanto, a presença de atividade sexual com uso irregular de preservativo eleva a gravidez e suas complicações (abortamento, gravidez ectópica) para o topo da lista de diagnósticos diferenciais que devem ser excluídos prontamente. A avaliação inicial deve sempre incluir um teste de gravidez (beta-hCG), independentemente da história menstrual ou do uso de contraceptivos. Após descartar a gravidez, outras causas devem ser investigadas, como distúrbios de coagulação, infecções sexualmente transmissíveis e disfunções tireoidianas. O exame físico ginecológico, embora muitas vezes limitado em adolescentes, pode fornecer informações importantes sobre a origem do sangramento e a presença de lesões. Uma vez excluída a gravidez e outras causas orgânicas, a disfunção ovulatória é a causa mais comum de SUA na adolescência. O tratamento visa controlar o sangramento, regular os ciclos e tratar os sintomas de hiperandrogenismo, quando presentes. A educação sobre contracepção e saúde sexual é fundamental para essas pacientes.
A primeira e mais importante etapa é descartar gravidez, realizando um teste de gravidez (beta-hCG) quantitativo, mesmo que a paciente refira uso de contraceptivo.
As principais causas incluem disfunção ovulatória (anovulação), gravidez e suas complicações, distúrbios de coagulação, infecções sexualmente transmissíveis e, menos comumente, pólipos ou miomas.
A SOP em adolescentes manifesta-se com irregularidades menstruais (oligomenorreia ou amenorreia), sinais de hiperandrogenismo (acne, hirsutismo, pele oleosa) e, em alguns casos, obesidade. O diagnóstico requer exclusão de outras causas.
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