SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Adolescente de 13 anos com menarca há 1 ano, trazida em consulta na ESF devido sangramento menstrual irregular, principal hipótese diagnóstica é:
Adolescente com menarca recente + sangramento irregular → Imaturidade do eixo HHO.
Sangramento menstrual irregular nos primeiros anos pós-menarca é comum e geralmente benigno, devido à imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, que leva a ciclos anovulatórios. A ovulação regular pode demorar até 2 anos para se estabelecer.
O sangramento uterino anormal (SUA) na adolescência é uma queixa comum, sendo o sangramento menstrual irregular a apresentação mais frequente nos primeiros anos pós-menarca. A principal causa é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO), que leva a ciclos anovulatórios. Essa disfunção resulta em uma produção estrogênica sem a devida oposição da progesterona, causando proliferação endometrial excessiva e sangramento irregular e imprevisível. O diagnóstico é de exclusão, após afastar outras causas como gravidez, distúrbios de coagulação (doença de von Willebrand é comum), infecções sexualmente transmissíveis, pólipos, miomas ou disfunções tireoidianas. A história clínica detalhada, incluindo padrão menstrual, uso de medicamentos e histórico familiar, é crucial. Exames laboratoriais como hemograma, testes de coagulação, função tireoidiana, beta-HCG e prolactina podem ser solicitados. A conduta inicial para o sangramento disfuncional leve a moderado geralmente é expectante, com orientação e suporte. Em casos de sangramento intenso ou anemia, pode ser necessário o uso de terapia hormonal (estrogênio e progesterona) para estabilizar o endométrio. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das adolescentes desenvolvendo ciclos ovulatórios regulares em até 2 anos após a menarca.
A principal causa é a imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, resultando em ciclos anovulatórios e produção irregular de estrogênio, sem a contraposição da progesterona.
A investigação é necessária se o sangramento for excessivo, prolongado, causar anemia, ou persistir por mais de 2-3 anos após a menarca, sugerindo outras causas como coagulopatias ou SOP.
A exclusão de gravidez, infecções, distúrbios de coagulação e outras patologias estruturais é fundamental. A história clínica e o exame físico guiam a investigação, com exames laboratoriais e de imagem conforme a suspeita.
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