SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Sobre sangramento uterino anormal na adolescência é correto afirmar que:
SUA na adolescência → Sempre solicitar bHCG e considerar coagulopatias (vWD).
O SUA na adolescência é majoritariamente causado pela imaturidade do eixo HPO (anovulação), mas a exclusão de gravidez via bHCG e a triagem para coagulopatias são mandatórias.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) na adolescência é um desafio clínico comum, frequentemente associado à imaturidade do eixo HPO nos primeiros 2 a 3 anos pós-menarca. No entanto, o diagnóstico é de exclusão. É imperativo descartar causas orgânicas, complicações gestacionais e distúrbios hematológicos. A classificação PALM-COEIN da FIGO ajuda a sistematizar a investigação, lembrando que causas estruturais (PALM) são raras nesta faixa etária, predominando as não estruturais (COEIN), como a disfunção ovulatória e coagulopatias.
Mesmo em pacientes que negam atividade sexual, a gravidez e suas complicações (abortamento, gravidez ectópica) são causas prevalentes de sangramento uterino agudo e grave. A exclusão laboratorial é o padrão-ouro para segurança diagnóstica antes de iniciar terapias hormonais ou investigações invasivas.
A imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário leva a ciclos anovulatórios. Sem a ovulação, não há formação do corpo lúteo nem produção de progesterona, resultando em estímulo estrogênico persistente sobre o endométrio, que se torna instável e descama de forma irregular e, por vezes, intensa.
Deve-se suspeitar, especialmente da Doença de von Willebrand, quando o sangramento ocorre desde a menarca, é grave o suficiente para exigir hemotransfusão ou quando há história familiar de distúrbios hemorrágicos. Cerca de 20% das adolescentes internadas por SUA grave apresentam uma coagulopatia subjacente.
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