Sangramento Uterino Anormal: Causas Orgânicas e Tratamento

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma entidade clínica significativa, que é caracterizada por um fluxo menstrual aumentado e afeta 14% a 25% das mulheres em idade reprodutiva, acarretando um forte impacto na qualidade de vida física, social, emocional e financeira dessas mulheres. A respeito desta afecção, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) as neoplasias de colo uterino são responsáveis pela maior causa de SUA na fase do menacme.
  2. B) o uso de DIU com levonorgestrel (MIrena) pode ser inserido como tratamento nas hiperplasias de endométrio atípicas.
  3. C) a histerectomia é o tratamento de eleição para o SUA na mulher na perimenopausa com prole constituída.
  4. D) as causas de SUA orgânicas podem ser combatidas preferencialmente com tratamento cirúrgico.
  5. E) a síndrome do ovário policístico é uma das principais causas de SUA no menacme.

Pérola Clínica

SUA orgânico (PALM) → tratamento preferencialmente cirúrgico.

Resumo-Chave

O sangramento uterino anormal é classificado em causas orgânicas (PALM) e não orgânicas (COEIN). As causas orgânicas, como pólipos, adenomiose, leiomiomas e malignidade, frequentemente requerem intervenção cirúrgica para resolução definitiva, enquanto as causas não orgânicas geralmente respondem a tratamentos clínicos.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres em idade reprodutiva, sendo um tema recorrente em provas de residência. A classificação PALM-COEIN (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e Hiperplasia; Coagulopatia, Disfunção ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada) é fundamental para direcionar o diagnóstico e tratamento. É crucial diferenciar as causas orgânicas das não orgânicas. As causas orgânicas (PALM) são estruturais e geralmente detectáveis por exames de imagem como ultrassonografia transvaginal, histerossonografia ou ressonância magnética. A suspeita diagnóstica é levantada pela história clínica e exame físico, sendo confirmada por métodos como biópsia endometrial ou histeroscopia. A fisiopatologia varia conforme a causa, desde o crescimento de pólipos e miomas até alterações histológicas na adenomiose ou malignidade. O tratamento do SUA depende da causa subjacente, idade da paciente, desejo de fertilidade e gravidade dos sintomas. Para as causas orgânicas, o tratamento cirúrgico é frequentemente a abordagem de eleição, seja por histeroscopia para pólipos e miomas submucosos, miomectomia para miomas maiores, ou histerectomia em casos de doença extensa ou malignidade. As causas não orgânicas (COEIN) geralmente respondem a terapias clínicas, como hormônios ou anti-inflamatórios.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas orgânicas de Sangramento Uterino Anormal?

As principais causas orgânicas (PALM) incluem Pólipos, Adenomiose, Leiomiomas (miomas) e Malignidade/Hiperplasia. Estas condições são estruturais e frequentemente identificáveis por exames de imagem e biópsia.

Quando o tratamento cirúrgico é indicado para o SUA?

O tratamento cirúrgico é preferencialmente indicado para as causas orgânicas de SUA, como a remoção de pólipos, miomectomia para miomas sintomáticos, ou histerectomia em casos selecionados de adenomiose ou malignidade, visando a resolução definitiva da causa.

O DIU com levonorgestrel pode ser usado para hiperplasia endometrial?

Sim, o DIU com levonorgestrel é uma opção eficaz para o tratamento de hiperplasias endometriais sem atipias, devido à ação progestogênica local que inibe a proliferação endometrial. Em hiperplasias atípicas, a conduta pode variar, mas o DIU pode ser considerado em casos selecionados.

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