Sangramento Uterino Anormal: Classificação FIGO PALM-COEIN

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021

Enunciado

O Sangramento Uterino Anormal (SUA), agudo ou crônico, é definido como o sangramento proveniente do corpo uterino, com anormalidade, seja na sua regularidade, no volume, na frequência ou na sua duração, em mulheres que não estão grávidas. De acordo com a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) eles são classificados como causas estruturais e não estruturais. Considerando o exposto acima, assinale a alternativa que corresponde apenas a causas estruturais de SUA:

Alternativas

  1. A) Coagulopatias, ovulatórias, leiomioma, malignas;
  2. B) Pólipo, adenomiose, leiomioma, malignas;
  3. C) Coagulopatias, ovulatórias, endometrial, iatrogênica;
  4. D) Causas malignas não classificadas, pólipo, adenomiose.

Pérola Clínica

SUA: Causas estruturais (PALM) = Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade/Hiperplasia.

Resumo-Chave

A classificação PALM-COEIN da FIGO é crucial para o diagnóstico e manejo do Sangramento Uterino Anormal. As causas estruturais (PALM) são detectáveis por imagem ou histopatologia, enquanto as não estruturais (COEIN) são disfunções ou sistêmicas, guiando a investigação e o tratamento.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva, impactando significativamente sua qualidade de vida. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) estabeleceu a classificação PALM-COEIN para padronizar a etiologia do SUA, facilitando o diagnóstico e a conduta clínica. Esta classificação é um pilar no estudo da ginecologia para residentes, sendo frequentemente cobrada em provas. A classificação PALM-COEIN divide as causas de SUA em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificadas). As causas PALM são detectáveis por métodos de imagem ou histopatologia, enquanto as COEIN são disfunções ou condições sistêmicas. A compreensão dessa distinção é vital para direcionar a investigação diagnóstica, que pode incluir ultrassonografia, histeroscopia e exames laboratoriais. O manejo do SUA depende diretamente da sua etiologia. Causas estruturais como pólipos e leiomiomas podem requerer intervenção cirúrgica (histeroscopia, miomectomia), enquanto as não estruturais, como disfunções ovulatórias ou coagulopatias, são frequentemente tratadas com terapia hormonal, anti-inflamatórios ou correção da condição subjacente. Um diagnóstico preciso é essencial para evitar tratamentos desnecessários e garantir a eficácia terapêutica, melhorando o prognóstico da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas estruturais do Sangramento Uterino Anormal (SUA)?

As causas estruturais de SUA, conforme a classificação PALM da FIGO, incluem Pólipos, Adenomiose, Leiomiomas e Malignidade/Hiperplasia endometrial, que são detectáveis por métodos de imagem ou histopatologia.

Como a classificação PALM-COEIN auxilia no diagnóstico do SUA?

A classificação PALM-COEIN direciona a investigação diagnóstica, separando as causas em estruturais (PALM), que requerem avaliação por imagem ou biópsia, e não estruturais (COEIN), que demandam investigação clínica e laboratorial.

Qual a importância de diferenciar causas estruturais de não estruturais no manejo do SUA?

A diferenciação é fundamental para o tratamento adequado, pois causas estruturais frequentemente exigem intervenção cirúrgica ou procedimentos específicos, enquanto as não estruturais são geralmente manejadas clinicamente com terapias hormonais ou medicamentosas.

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