FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Paciente de 45 anos, com aumento do fluxo menstrual há 6 meses, associado à dismenorréia. Que hipóteses diagnósticas você faria e qual o principal exame complementar a ser solicitado?
Mulher 45a, aumento fluxo menstrual + dismenorreia → Pólipo endometrial ou mioma submucoso. Solicitar USG pélvico/endovaginal.
Em uma paciente de 45 anos com aumento do fluxo menstrual e dismenorreia, as hipóteses diagnósticas mais prováveis incluem pólipos endometriais e miomas uterinos (especialmente submucosos), que são causas comuns de sangramento uterino anormal. O ultrassom pélvico e endovaginal é o exame de primeira linha para investigar essas condições.
O aumento do fluxo menstrual (menorragia) e a dismenorreia são queixas ginecológicas extremamente comuns, especialmente em mulheres na perimenopausa, como a paciente de 45 anos. O sangramento uterino anormal (SUA) pode ter diversas etiologias, que são classificadas pela FIGO no sistema PALM-COEIN (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia; Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). A fisiopatologia dessas condições varia. Pólipos endometriais são crescimentos benignos do endométrio, enquanto miomas uterinos são tumores benignos do miométrio, sendo os submucosos os que mais frequentemente causam sangramento e dor. A dismenorreia pode ser secundária a essas condições ou primária, mas em pacientes com SUA, é importante investigar causas secundárias. O diagnóstico inicial é feito com base na história clínica e exame físico. O principal exame complementar a ser solicitado é o ultrassom pélvico e endovaginal, que permite avaliar o útero (tamanho, presença de miomas, adenomiose), os ovários e, crucialmente, a espessura e características do endométrio para identificar pólipos ou hiperplasia. Dependendo dos achados, outros exames como histeroscopia com biópsia podem ser necessários para um diagnóstico definitivo e para excluir malignidade.
As principais causas incluem pólipos endometriais, miomas uterinos (submucosos), adenomiose, hiperplasia endometrial, disfunção ovulatória e, menos comumente, malignidades como câncer de endométrio.
O ultrassom é o exame de primeira linha por ser não invasivo, de baixo custo e capaz de identificar a maioria das causas estruturais, como miomas, pólipos e adenomiose, além de avaliar a espessura endometrial.
A histeroscopia é indicada quando o ultrassom sugere pólipos, miomas submucosos ou espessamento endometrial focal, permitindo a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida ou remoção de lesões.
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