Menorragia e Útero Aumentado: Diagnóstico com USG Transvaginal

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 32 anos de idade, refere sangramento menstrual abundante com duração de 9 dias e cólicas menstruais que necessitam de analgésicos fortes há 1 ano. É 3G 3 partos cesáreos. Realizou laqueadura tubária no último parto. No exame ginecológico, observase útero aumentado 3 vezes de tamanho, móvel e anexos não palpáveis. A conduta adequada é

Alternativas

  1. A) indicar histerectomia.
  2. B) solicitar ultrassonografia endovaginal.
  3. C) inserir DIU liberador de 19,5 mg de levonorgestrel.
  4. D) solicitar ressonância magnética da pelve.
  5. E) solicitar histeroscopia diagnóstica.

Pérola Clínica

Menorragia + dismenorreia + útero aumentado = suspeita adenomiose/mioma → USG transvaginal.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas clássicos de sangramento uterino anormal (menorragia e dismenorreia) com útero aumentado, sugerindo patologias estruturais como miomas ou adenomiose. O ultrassom transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar a morfologia uterina e anexos, sendo essencial para o diagnóstico diferencial.

Contexto Educacional

O sangramento uterino anormal (SUA), manifestado como menorragia (sangramento menstrual abundante) e dismenorreia (cólicas menstruais intensas), é uma queixa ginecológica comum, especialmente em mulheres multíparas. A história de 3 partos cesáreos e laqueadura tubária não exclui patologias uterinas. A presença de útero aumentado 3 vezes de tamanho é um achado importante que direciona a investigação. A principal suspeita diagnóstica, considerando os sintomas e o exame físico, recai sobre patologias estruturais do útero, como miomas uterinos (tumores benignos do miométrio) ou adenomiose (presença de endométrio ectópico no miométrio). O ultrassom transvaginal é o exame de imagem de primeira linha para a avaliação inicial. Ele permite visualizar o tamanho e a morfologia uterina, identificar a presença, localização e tamanho de miomas, e sugerir o diagnóstico de adenomiose através de achados como miométrio heterogêneo, cistos miometriais ou espessamento assimétrico das paredes uterinas. A partir do resultado do ultrassom, a conduta poderá ser direcionada. Se houver suspeita de miomas ou adenomiose, as opções de tratamento variam desde manejo clínico (DIU de levonorgestrel, anti-inflamatórios) até cirúrgico (miomectomia, histerectomia), dependendo da gravidade dos sintomas, desejo de fertilidade e achados específicos. A ressonância magnética pode ser útil em casos de ultrassom inconclusivo ou para planejamento cirúrgico, e a histeroscopia para avaliação de lesões intracavitárias.

Perguntas Frequentes

Quais as principais causas de sangramento menstrual abundante e útero aumentado em mulheres multíparas?

As principais causas incluem miomas uterinos (especialmente submucosos ou intramurais grandes) e adenomiose, que é a presença de tecido endometrial no miométrio, causando hipertrofia uterina.

Por que a ultrassonografia endovaginal é a conduta adequada neste caso?

A ultrassonografia endovaginal é o exame de primeira linha para avaliar a cavidade uterina, o miométrio e os ovários, permitindo identificar miomas, adenomiose, pólipos e outras alterações estruturais que causam os sintomas da paciente.

Quais as características clínicas que sugerem adenomiose ou miomas?

Adenomiose é frequentemente associada a dismenorreia intensa e progressiva, menorragia e útero difusamente aumentado e amolecido. Miomas podem causar menorragia, sensação de peso pélvico e útero aumentado, mas geralmente mais irregular e firme.

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