SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2026
Uma paciente de 25 anos de idade procurou atendimento por sangramento uterino irregular há quatro meses, com intervalos variáveis entre 15 e 45 dias, acompanhado de fluxo aumentado. Negou uso de anticoncepcionais, histórico de doenças crônicas ou gestação. O exame físico não mostrou alterações relevantes. Os exames laboratoriais revelaram: Beta-hCG negativo, Hemograma: Hb = 11,2 g/dL. A ultrassonografia transvaginal mostrou útero de volume normal, endométrio com 11 mm na fase tardia do ciclo, sem pólipos ou miomas visíveis. No caso, qual é a conduta terapêutica inicial mais adequada?
SUA sem causa estrutural (PALM) em jovem → Tratamento clínico hormonal é a 1ª escolha.
Em pacientes jovens com sangramento irregular e exames de imagem normais, a causa provável é disfuncional (ovulatória), sendo o controle do ciclo com anticoncepcionais a conduta inicial.
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica prevalente que exige uma investigação sistemática baseada na classificação PALM-COEIN da FIGO. Em mulheres em idade fértil com útero de volume normal e ausência de lesões focais, a etiologia frequentemente recai sobre distúrbios da ovulação ou da coagulação.\n\nO tratamento inicial deve priorizar métodos não invasivos. Os contraceptivos hormonais combinados são altamente eficazes para regularizar o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e controlar a proliferação endometrial. A ablação endometrial é contraindicada para mulheres que desejam gestar futuramente, e os análogos de GnRH são reservados para situações específicas como preparo pré-operatório de miomas.
Nesta paciente, as causas estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade) foram descartadas pela ultrassonografia normal. O quadro sugere uma causa não estrutural (COEIN), provavelmente disfunção ovulatória (O) ou endometrial (E), comum em mulheres jovens com ciclos irregulares.
O contraceptivo hormonal combinado atua regularizando o ciclo menstrual, promovendo a estabilização do endométrio e reduzindo o volume do fluxo sanguíneo. Isso previne a progressão da anemia e melhora a qualidade de vida da paciente, tratando a causa hormonal subjacente ao sangramento irregular.
A histeroscopia diagnóstica é indicada quando há suspeita de lesões intracavitárias (como pólipos ou miomas submucosos) não visualizadas adequadamente na ultrassonografia, ou em casos de falha do tratamento clínico em pacientes com fatores de risco para hiperplasia endometrial.
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