Sangramento Uterino Anormal: Diagnóstico e Manejo Inicial

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 36 anos de idade apresenta ciclos persistentes, com volume aumentado de início há um ano, associado a dismenorreia frequente, sem repercussão hemodinâmica no atendimento ambulatorial. Acerca do manejo inicial da paciente com sangramento uterino anormal, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O uso de anti-inflamatórios não esteroidais e o ácido tranexâmico auxiliam no controle do sangramento em torno de 50% dos casos.
  2. B) O rastreio de patologias não estruturais inclui os englobados no mnemônico PALM (pólipo, adenomiose, malignidade e miomas).
  3. C) O mnemônico COEIN inclui as patologias estruturais, como coagulopatias, disfunção ovulatória, patologias endometriais, causas iatrogênicas e as não especificadas.
  4. D) O tratamento hormonal com uso de estrogênios deve ser iniciado o mais precocemente possível para controle do sangramento.

Pérola Clínica

SUA com menorragia e dismenorreia → Investigar causas estruturais e hormonais.

Resumo-Chave

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa comum que exige investigação cuidadosa para identificar a etiologia, que pode variar de causas estruturais (pólipos, miomas, adenomiose) a disfunções hormonais. O manejo inicial foca em estabilização e diagnóstico.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma das queixas ginecológicas mais frequentes, afetando mulheres em todas as fases da vida reprodutiva e pós-menopausa. Sua importância clínica reside no impacto significativo na qualidade de vida da paciente, podendo causar anemia, dor e ansiedade, além de ser um sinal de condições subjacentes que variam de benignas a malignas. A correta investigação e manejo são cruciais para o bem-estar da paciente. A fisiopatologia do SUA é complexa e multifatorial, sendo classificada pelo sistema PALM-COEIN. O diagnóstico envolve uma anamnese detalhada sobre o padrão do sangramento, exame físico completo e exames complementares como ultrassonografia transvaginal, histeroscopia e biópsia endometrial, dependendo da suspeita clínica. É fundamental suspeitar de causas estruturais em pacientes com dismenorreia e menorragia. O tratamento do SUA é individualizado, baseado na etiologia, idade da paciente, desejo de fertilidade e gravidade dos sintomas. Pode incluir terapia hormonal (anticoncepcionais orais, progestágenos, DIU hormonal), anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para dismenorreia e menorragia, ou intervenções cirúrgicas como miomectomia, ablação endometrial ou histerectomia em casos refratários ou com malignidade.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de sangramento uterino anormal?

As causas de SUA são classificadas pelo sistema PALM-COEIN, incluindo pólipos, adenomiose, leiomiomas, malignidade e hiperplasia (PALM) e coagulopatia, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica e não classificada (COEIN).

Qual a abordagem diagnóstica inicial para sangramento uterino anormal?

A abordagem inicial inclui história clínica detalhada, exame físico (incluindo especular e toque vaginal), exames laboratoriais (hemograma, coagulograma, TSH, prolactina) e ultrassonografia transvaginal.

Quando o sangramento uterino anormal é considerado uma emergência?

O SUA é uma emergência quando há instabilidade hemodinâmica, anemia grave sintomática ou sangramento profuso que não cessa com medidas conservadoras, exigindo intervenção imediata.

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