Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026
Mulher de 42 anos apresenta sangramento uterino anormal, irregular e volumoso. Ultrassonografia: endométrio difusamente espessado. Qual investigação é obrigatória?
SUA + espessamento endometrial em >40 anos → Biópsia obrigatória para excluir neoplasia.
O sangramento uterino anormal (SUA) associado ao espessamento endometrial difuso exige avaliação histopatológica imediata para descartar hiperplasia ou carcinoma, independentemente da terapia hormonal.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma das queixas mais comuns na ginecologia, especialmente no climatério. A classificação PALM-COEIN da FIGO ajuda a organizar as causas estruturais e não estruturais. No caso de espessamento endometrial difuso detectado por imagem, a preocupação central é a exclusão de processos proliferativos malignos ou pré-malignos. A investigação deve ser estratificada pelo risco. Mulheres acima de 40-45 anos ou com fatores de risco para exposição estrogênica prolongada devem ser submetidas à avaliação endometrial histológica. A ultrassonografia é um excelente método de triagem, mas não substitui a patologia quando há indicação clínica clara de sangramento inexplicado ou imagem endometrial alterada.
Em mulheres na pós-menopausa sem uso de terapia hormonal, um eco endometrial superior a 4 ou 5 mm na ultrassonografia transvaginal é considerado suspeito e indica a necessidade de investigação histopatológica. Em pacientes com sangramento ativo, mesmo valores menores podem exigir biópsia se houver persistência dos sintomas ou fatores de risco elevados para malignidade.
A biópsia por aspiração manual (como a cânula de Pipelle) apresenta alta sensibilidade e especificidade para a detecção de câncer de endométrio, sendo frequentemente o primeiro passo na investigação ambulatorial. No entanto, se a amostra for insuficiente ou se os sintomas persistirem com biópsia negativa, a histeroscopia com biópsia dirigida torna-se o padrão-ouro necessário.
Os principais fatores incluem idade acima de 45-50 anos, obesidade (devido à conversão periférica de estrogênio), nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, uso de tamoxifeno e condições que geram ciclos anovulatórios crônicos, como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que expõem o endométrio ao estrogênio sem oposição da progesterona.
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