Mioma Submucoso: Diagnóstico e Tratamento com Histeroscopia

SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2022

Enunciado

M.N.V., 35 anos, nulípara, com sangramento uterino anormal há cerca de 7 meses e quatro de anemia. Ao ultrassom transvaginal: útero e ovários de volume normais e endométrio de aspecto proliferativo com imagem hiperecogênica de 1,5 × 1,0 cm. Assinale a hipótese diagnóstica e a conduta adequada para esse caso.

Alternativas

  1. A) Sangramento uterino disfuncional; progesterona de uso contínuo.
  2. B) Mioma submucoso; histeroscopia.
  3. C) Mioma subseroso; laparoscopia.
  4. D) Saco gestacional; beta HCG quantitativo.
  5. E) Pólipo endometrial; conduta expectante.

Pérola Clínica

Sangramento uterino anormal + anemia + imagem hiperecogênica endometrial em USG → Mioma submucoso ou pólipo endometrial; conduta: histeroscopia diagnóstica/cirúrgica.

Resumo-Chave

A presença de sangramento uterino anormal e anemia, associada a uma imagem hiperecogênica no endométrio ao ultrassom, é altamente sugestiva de lesões intracavitárias como pólipos endometriais ou miomas submucosos. A histeroscopia é o método padrão-ouro para diagnóstico e tratamento dessas condições.

Contexto Educacional

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que afeta mulheres em idade reprodutiva e pode ter diversas etiologias, classificadas pelo sistema PALM-COEIN. Entre as causas estruturais (PALM), o mioma submucoso e o pólipo endometrial são frequentemente responsáveis por SUA, especialmente quando há anemia associada devido à perda crônica de sangue. O ultrassom transvaginal é o exame de primeira linha para investigar o SUA, permitindo a identificação de lesões intracavitárias. Uma imagem hiperecogênica no endométrio, como descrito na questão, pode representar tanto um pólipo endometrial quanto um mioma submucoso. Embora o pólipo seja uma hipótese válida, o mioma submucoso é uma causa muito comum de sangramento intenso e anemia, especialmente em mulheres nulíparas que buscam preservar a fertilidade. A histeroscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento de lesões intracavitárias. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, a diferenciação entre pólipos e miomas submucosos, e a realização de biópsia ou a ressecção cirúrgica (miomectomia histeroscópica ou polipectomia) no mesmo procedimento. A conduta expectante para um pólipo sintomático ou mioma submucoso que causa anemia não é a mais adequada, pois a remoção da lesão é curativa para o sangramento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do mioma submucoso?

O mioma submucoso é classicamente associado a sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), que pode levar à anemia, e também pode causar dor pélvica e infertilidade.

Por que a histeroscopia é a conduta adequada para o mioma submucoso?

A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, confirmando o diagnóstico do mioma submucoso e possibilitando sua ressecção cirúrgica (miomectomia histeroscópica) de forma minimamente invasiva.

Qual a diferença ultrassonográfica entre pólipo endometrial e mioma submucoso?

Ambos podem aparecer como imagens hiperecogênicas no endométrio. Pólipos são geralmente pediculados e homogêneos, enquanto miomas submucosos são mais frequentemente sésseis, com ecotextura mais heterogênea e podem ter uma cápsula. A histeroscopia é confirmatória.

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