ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Conforme ROUQUAYROL e GURGEL, o sistema reprodutivo caracteriza-se por eventos hormonais que culminam com o sangramento mensal na ausência de gravidez - a menstruação. Esse delicado processo que envolve o eixo hipotálamo-hipófise-ovário pode ser alterado e levar a sangramentos uterinos anormais. Em relação ao exposto, analisar os itens abaixo: I. A neoplasia uterina mais frequentemente associada ao sangramento uterino aumentado é a miomatose uterina que, conforme sua localização, principalmente se submucosal e intramural, causa sangramento aumentado. II. Condições sistêmicas podem influenciar o ciclo menstrual e levar a distúrbios de sangramento anormal, como hipotireoidismo, hiperplasia da suprarrenal e coagulopatias. III. Quadros infecciosos que levam à endometrite podem causar sangramento uterino acíclico. O agente infeccioso mais associado a essa situação é a Chlamydia trachomatis, mas outros agentes, menos comuns, também podem levar a esse quadro. Está(ão) CORRETO(S):
SUA tem causas variadas: estruturais (miomas), sistêmicas (hipotireoidismo), e infecciosas (endometrite por Chlamydia).
O sangramento uterino anormal (SUA) é um sintoma comum com etiologias diversas, que vão desde alterações estruturais uterinas como miomas, especialmente os submucosos, até condições sistêmicas que afetam a coagulação ou o eixo hormonal, e infecções como a endometrite. Uma abordagem diagnóstica completa é essencial para identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma das queixas ginecológicas mais frequentes, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres. Sua etiologia é vasta e complexa, abrangendo desde alterações estruturais do útero, como miomas e pólipos, até disfunções hormonais, coagulopatias e infecções. A compreensão detalhada dessas causas é fundamental para o diagnóstico preciso e a implementação de um plano terapêutico eficaz, sendo um tópico recorrente em provas de residência médica. A fisiopatologia do SUA envolve a interação do eixo hipotálamo-hipófise-ovário com o endométrio, além de fatores locais e sistêmicos. Miomas uterinos, especialmente os submucosos, distorcem a cavidade uterina e podem causar sangramento aumentado devido à neovascularização e alterações na contratilidade miometrial. Condições sistêmicas como hipotireoidismo alteram o metabolismo estrogênico, enquanto coagulopatias comprometem a hemostasia. Infecções como a endometrite por Chlamydia trachomatis causam inflamação endometrial, resultando em sangramento acíclico. O manejo do SUA exige uma abordagem sistemática, iniciando com uma anamnese detalhada e exame físico completo. Exames complementares como ultrassonografia pélvica, histeroscopia e exames laboratoriais (incluindo função tireoidiana, coagulograma e rastreio para infecções) são cruciais. O tratamento varia conforme a causa, podendo incluir terapia hormonal, anti-inflamatórios, antifibrinolíticos, antibióticos ou intervenções cirúrgicas como miomectomia ou histerectomia. A escolha terapêutica deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, desejo de gestação e gravidade dos sintomas.
As causas de sangramento uterino anormal são classificadas em estruturais (PALM: pólipo, adenomiose, leiomioma, malignidade/hiperplasia) e não estruturais (COEIN: coagulopatia, disfunção ovulatória, endometrial, iatrogênica, não classificada). Miomas submucosos e intramurais são causas estruturais comuns.
Condições sistêmicas como hipotireoidismo podem alterar o metabolismo hormonal, enquanto coagulopatias afetam a hemostasia endometrial, levando a sangramentos uterinos anormais. A hiperplasia suprarrenal pode causar desequilíbrios androgênicos que impactam a ovulação.
A Chlamydia trachomatis é um agente infeccioso comum que pode causar endometrite, uma inflamação do endométrio. Essa inflamação pode levar a sangramentos uterinos acíclicos, dor pélvica e infertilidade se não tratada.
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