UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
JABB, 43 anos, apresenta sangramento uterino anormal. Nessa faixa etária, a causa mais comum é:
Mulher >40 anos com SUA → Miomatose uterina é causa mais comum.
Em mulheres na perimenopausa (acima dos 40 anos), a miomatose uterina é a causa mais prevalente de sangramento uterino anormal (SUA) devido às alterações hormonais e ao crescimento dos miomas, que podem levar a sangramentos intensos e prolongados.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, especialmente em mulheres na perimenopausa, faixa etária em que ocorrem importantes flutuações hormonais. A etiologia do SUA é vasta e pode variar desde causas benignas e funcionais até condições malignas. Para residentes, é crucial conhecer as causas mais prevalentes em cada faixa etária para direcionar a investigação e o tratamento. Em mulheres com 43 anos, a miomatose uterina (leiomiomas) é a causa mais comum de SUA. Miomas são tumores benignos do músculo liso uterino, cuja prevalência aumenta com a idade e que são estrogênio-dependentes. Eles podem causar sangramentos intensos e prolongados (menorragia), dismenorreia e sintomas compressivos. Outras causas a serem consideradas incluem pólipos endometriais, adenomiose e hiperplasia endometrial. A abordagem diagnóstica deve ser sistemática, iniciando com anamnese e exame físico, seguida por ultrassonografia transvaginal. Em casos selecionados, histeroscopia com biópsia endometrial pode ser necessária para excluir malignidade, especialmente em pacientes com fatores de risco ou falha ao tratamento conservador. O manejo dependerá da causa subjacente, gravidade dos sintomas e desejo reprodutivo da paciente.
As principais causas de SUA na perimenopausa incluem miomatose uterina, pólipos endometriais, adenomiose, hiperplasia endometrial e, menos comumente, câncer de endométrio. A miomatose é a mais prevalente.
A miomatose uterina pode causar sangramento anormal devido a vários fatores, como aumento da superfície endometrial, compressão de vasos sanguíneos, alterações na contratilidade uterina e liberação de fatores que afetam a coagulação local.
A investigação inicial inclui anamnese detalhada, exame físico (especular e toque vaginal), ultrassonografia transvaginal para avaliar o útero e endométrio, e, dependendo dos achados e fatores de risco, pode-se considerar histeroscopia com biópsia endometrial.
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