Lesão Uterina e Sangramento: Estratégias de Tratamento Hormonal

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Certa paciente realizou um exame de ultrassonografia que evidenciou lesão heterogênea regular de aproximadamente 5 cm em porção anterior uterina, com menos de 50% da superfície em tecido miometrial. Acerca do achado, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O uso de anti-inflamatórios não esteroidais e o ácido tranexâmico auxiliam no controle do sangramento em torno de 50% dos casos.
  2. B) O rastreio de patologias não estruturais inclui os englobados no mnemônico PALM (pólipo, adenomiose, malignidade e miomas).
  3. C) O mnemônico COEIN inclui as patologias estruturais, como coagulopatias, disfunção ovulatória, patologias endometriais, causas iatrogênicas e as não especificadas.
  4. D) O tratamento hormonal com uso de estrogênios deve ser iniciado o mais precocemente possível para controle do sangramento.

Pérola Clínica

Lesão uterina com sangramento → Estrogênios em alta dose podem estabilizar o endométrio em sangramento agudo.

Resumo-Chave

A descrição da lesão uterina (5 cm, <50% miometrial) sugere um mioma, que pode causar sangramento uterino anormal. Em casos de sangramento agudo e intenso, a terapia hormonal com estrogênios em alta dose pode ser utilizada para estabilizar o endométrio e controlar a hemorragia.

Contexto Educacional

Lesões uterinas, como os miomas (leiomiomas), são achados comuns em exames de imagem e podem ser a causa de sangramento uterino anormal (SUA). A ultrassonografia é a ferramenta diagnóstica inicial para caracterizar essas lesões, avaliando tamanho, localização e relação com o miométrio, o que auxilia na classificação e planejamento terapêutico. A fisiopatologia do sangramento associado a miomas pode envolver alterações na vascularização endometrial, compressão de vasos e aumento da superfície endometrial. O diagnóstico diferencial do SUA é guiado pelo mnemônico PALM-COEIN, que distingue causas estruturais (PALM) de não estruturais (COEIN), sendo crucial para direcionar o tratamento. O tratamento do SUA depende da causa, intensidade do sangramento e desejo reprodutivo da paciente. Para sangramento agudo e intenso, a terapia hormonal com estrogênios em alta dose pode ser uma opção para estabilizar o endométrio e controlar a hemorragia. Outras opções incluem AINEs, ácido tranexâmico, progestágenos e intervenções cirúrgicas, como miomectomia ou histerectomia, dependendo do caso.

Perguntas Frequentes

Como os estrogênios atuam no controle do sangramento uterino agudo?

Estrogênios em alta dose promovem a proliferação rápida do endométrio, estabilizando a camada superficial e promovendo a hemostasia, o que pode ser eficaz para controlar sangramentos uterinos agudos e intensos.

Quais são as principais causas estruturais de sangramento uterino anormal?

As principais causas estruturais são englobadas pelo mnemônico PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma (mioma) e Malignidade e Hiperplasia. A lesão descrita na questão pode se enquadrar em Leiomioma.

Quando o ácido tranexâmico é indicado para sangramento uterino?

O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que pode ser utilizado para reduzir o fluxo menstrual em casos de sangramento uterino anormal, sendo uma opção não hormonal para controle do sangramento.

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