UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Homem, 55 anos, foi admitido no pronto socorro com hematêmese volumosa, encontrava-se hemodinamicamente estável e foi submetido a endoscopia digestiva alta, sendo localizada úlcera sangrante na parede posterior da segunda porção do duodeno, foi tentado injeção de hemostáticos sem sucesso, permanecendo o sangramento, sendo indicado arteriografia com embolização. A artéria responsável pela região que sangra é a:
Úlcera sangrante em segunda porção do duodeno posterior → erosão da artéria gastroduodenal.
Úlceras pépticas na parede posterior da primeira ou segunda porção do duodeno têm maior risco de sangramento maciço devido à proximidade com a artéria gastroduodenal. A falha da hemostasia endoscópica nesses casos frequentemente leva à necessidade de intervenção radiológica (embolização) ou cirúrgica.
O sangramento digestivo alto por úlcera péptica é uma emergência comum, e a compreensão da anatomia vascular é crucial para o manejo. Úlceras na parede posterior do duodeno são particularmente perigosas devido à proximidade com a artéria gastroduodenal, um vaso de calibre considerável. A erosão dessa artéria pode levar a hemorragias maciças e de difícil controle. A identificação correta da fonte do sangramento é vital para o sucesso da hemostasia. A artéria gastroduodenal é um ramo da artéria hepática comum e desce posteriormente à primeira porção do duodeno, dando origem às artérias pancreaticoduodenais superiores que irrigam a segunda porção. Em casos de falha da hemostasia endoscópica, a arteriografia com embolização seletiva torna-se uma opção terapêutica importante, permitindo a oclusão do vaso sangrante com menor invasividade do que a cirurgia. Para residentes, é fundamental dominar a anatomia vascular abdominal e as opções de tratamento para sangramento digestivo. A capacidade de correlacionar a localização da úlcera com os vasos adjacentes é um diferencial no diagnóstico e na escolha da melhor abordagem terapêutica, seja ela endoscópica, radiológica ou cirúrgica.
A artéria gastroduodenal é a artéria mais frequentemente envolvida em sangramentos de úlceras duodenais, especialmente aquelas localizadas na parede posterior da primeira ou segunda porção do duodeno, devido à sua proximidade anatômica.
A embolização arterial é indicada quando a hemostasia endoscópica falha em controlar o sangramento digestivo alto, ou em pacientes com alto risco cirúrgico. Ela visa ocluir seletivamente o vaso sangrante, minimizando a necessidade de cirurgia aberta.
Os principais ramos da artéria gastroduodenal são a artéria gastroepiplóica direita (ou gastroomental direita) e as artérias pancreaticoduodenais superiores (anterior e posterior), que irrigam o duodeno e a cabeça do pâncreas.
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