Sangramento 3º Trimestre: Rotura de Vasa Prévia e Amniorrexe

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023

Enunciado

Sobre os sangramentos de 3º trimestre, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A origem do sangramento na rotura de vasa prévia é materna.
  2. B) É comum observar sofrimento fetal em casos de rotura do seio marginal.
  3. C) A rotura de vasa prévia costuma acontecer no momento da amniorrexe.
  4. D) A origem do sangramento na rotura de seio marginal é fetal.
  5. E) Tabagismo não aumenta o risco para acretismo placentário.

Pérola Clínica

Vasa prévia → sangramento fetal indolor na amniorrexe, com sofrimento fetal agudo.

Resumo-Chave

A rotura de vasa prévia é uma emergência obstétrica grave, caracterizada por sangramento fetal que ocorre tipicamente no momento da rotura das membranas (amniorrexe), levando a sofrimento fetal agudo devido à perda sanguínea fetal.

Contexto Educacional

Os sangramentos no terceiro trimestre da gestação representam emergências obstétricas que exigem diagnóstico rápido e manejo adequado para preservar a vida da mãe e do feto. As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia. A compreensão das características distintivas de cada uma é fundamental para residentes de ginecologia e obstetrícia. A vasa prévia, embora menos comum, é particularmente grave devido à sua alta taxa de mortalidade fetal. Caracteriza-se pela presença de vasos sanguíneos fetais desprotegidos (não envolvidos por tecido placentário ou cordão umbilical) que atravessam o orifício interno do colo uterino. O sangramento ocorre tipicamente no momento da rotura das membranas (amniorrexe), seja espontânea ou artificial, pois os vasos são rompidos. Este sangramento é de origem fetal, resultando em rápida deterioração do bem-estar fetal e bradicardia. Em contraste, a placenta prévia envolve a implantação da placenta sobre ou próxima ao orifício interno do colo, causando sangramento materno indolor. O DPP é a separação prematura da placenta da parede uterina, resultando em sangramento materno doloroso e, frequentemente, sofrimento fetal. A rotura do seio marginal é uma forma leve de DPP, com sangramento materno, mas raramente associada a sofrimento fetal grave. O tabagismo, por sua vez, é um fator de risco para placenta prévia e DPP, mas não para acretismo placentário, que está mais ligado a cicatrizes uterinas prévias.

Perguntas Frequentes

O que é vasa prévia e por que é perigosa?

Vasa prévia é uma condição rara onde vasos sanguíneos fetais desprotegidos cruzam o orifício interno do colo uterino. É perigosa porque sua rotura, geralmente na amniorrexe, causa sangramento fetal rápido e grave, levando a sofrimento fetal agudo e alta mortalidade.

Como diferenciar o sangramento da vasa prévia de outras causas no 3º trimestre?

O sangramento da vasa prévia é tipicamente indolor, ocorre após a rotura das membranas e é acompanhado de sinais de sofrimento fetal agudo (bradicardia fetal). Outras causas, como DPP, podem ter dor e sangramento materno.

Quais são os fatores de risco para acretismo placentário?

Os principais fatores de risco para acretismo placentário incluem placenta prévia, história de cesariana anterior, cirurgias uterinas prévias, idade materna avançada e multiparidade. O tabagismo não é um fator de risco direto.

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