UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2015
Puérpera com 12 dias pós-parto vaginal, com sangramento acentuado, via vaginal. Neste caso, qual a causa mais provável?
Sangramento vaginal acentuado >24h pós-parto → investigar restos placentários retidos ou subinvolução uterina.
O sangramento puerperal tardio, que ocorre após 24 horas e até 6 semanas pós-parto, frequentemente é causado por restos placentários retidos ou subinvolução uterina. A atonia uterina é mais comum nas primeiras 24 horas.
A hemorragia puerperal é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. Ela é classificada como primária (nas primeiras 24 horas pós-parto) ou secundária (após 24 horas e até 6 semanas pós-parto). A identificação precoce da causa e o manejo adequado são cruciais para a sobrevivência materna, sendo um tema de grande relevância em provas de residência e na prática clínica. O sangramento puerperal tardio, como o descrito na questão (12 dias pós-parto), tem como causas mais comuns a retenção de restos placentários ou ovulares e a subinvolução uterina, frequentemente associadas à infecção. A atonia uterina, embora a causa mais comum de hemorragia primária, é menos provável neste período. O diagnóstico é feito pela história clínica, exame físico e ultrassonografia pélvica para identificar a presença de restos. O tratamento da hemorragia puerperal tardia por restos placentários geralmente envolve a remoção dos fragmentos retidos, que pode ser realizada por curetagem uterina ou aspiração manual intrauterina (AMIU), após a estabilização hemodinâmica da paciente. A antibioticoterapia pode ser indicada se houver sinais de infecção.
As principais causas incluem retenção de restos placentários, subinvolução uterina, infecção puerperal e, menos comumente, distúrbios de coagulação ou deiscência de suturas.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto imediata (primeiras 24h), enquanto a retenção de restos placentários é uma causa frequente de sangramento puerperal tardio (após 24h até 6 semanas).
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica da paciente, seguida de ultrassonografia para confirmar a presença de restos e, se necessário, curetagem uterina ou aspiração manual intrauterina (AMIU).
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