PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Mulher é admitida com sangramento via vaginal importante e atraso menstrual. Tem tempo de amenorreia de 7 semanas, com teste de gravidez urinário positivo. Ao exame físico: paciente estável, apresentando dor à palpação de baixo ventre, sem dor à descompressão brusca. Especular: observada moderada quantidade de sangue em fundo de saco vaginal e ao toque vaginal; colo fechado. Com base neste caso, assinale a alternativa CORRETA.
Sangramento + amenorreia + teste gravidez positivo + colo fechado = USG transvaginal + beta-HCG quantitativo para diagnóstico diferencial.
Diante de sangramento vaginal no primeiro trimestre com teste de gravidez positivo e colo uterino fechado, é fundamental realizar ultrassonografia transvaginal e dosagem seriada de beta-HCG quantitativo para diferenciar entre ameaça de aborto, aborto retido, gravidez ectópica ou molar.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gravidez é uma queixa comum, afetando cerca de 20-30% das gestações, e pode variar de uma condição benigna a uma emergência obstétrica. A investigação cuidadosa é essencial para determinar a causa e o manejo adequado. A fisiopatologia do sangramento pode envolver descolamento trofoblástico, implantação anormal ou condições patológicas. O diagnóstico diferencial inclui ameaça de aborto, aborto incompleto/completo/retido, gravidez ectópica e gravidez molar. A presença de dor abdominal e o estado do colo uterino são informações importantes, mas não definitivas. A ultrassonografia transvaginal e a dosagem seriada do beta-HCG quantitativo são os pilares diagnósticos. A USG permite localizar a gestação e avaliar sua viabilidade, enquanto o beta-HCG monitora a progressão. Com base nesses exames, a conduta pode variar desde repouso e observação (ameaça de aborto) até intervenção cirúrgica (gravidez ectópica rota).
As causas incluem ameaça de aborto, aborto incompleto ou completo, gravidez ectópica, gravidez molar, lesões cervicais (pólipos, ectopia) e sangramento de implantação.
A USG transvaginal permite visualizar o saco gestacional, embrião, batimentos cardíacos, localização da gestação (intra ou extrauterina) e avaliar o colo, sendo crucial para diferenciar as causas de sangramento.
A dosagem seriada do beta-HCG ajuda a monitorar a evolução da gestação. Em uma gestação intrauterina viável, os níveis dobram a cada 48-72 horas. Padrões anormais podem indicar aborto, gravidez ectópica ou molar.
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