UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2019
Enunciado
Paciente de 27 anos realizou salpingectomia por gestação ectópica, compatível com 7 semanas, sem intercorrências. Transcorridas 24 horas do procedimento, por se encontrar em bom estado geral, a paciente teve alta hospitalar. No terceiro dia pós-operatório, procurou a Emergência por apresentar sangramento vaginal mais intenso do que o da menstruação habitual. Os sinais vitais estavam normais, e o exame físico não revelou achados dignos de nota, exceto esse sangramento. Com base no quadro, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
A) Iniciar com antimicrobianos e ácido tranexâmico por via oral, pela possibilidade de endometrite pós-cirúrgica e para reduzir o sangramento vaginal.
B) Solicitar dosagens de ß-hCG e hemoglobina; nível elevado de ß-hCG e nível baixo de hemoglobina em comparação aos do pré-operatório estariam relacionados com corpo lúteo hemorrágico.
C) Manter a paciente em observação e solicitar dosagens de ß-hC G sérico seriado; a permanência de níveis séricos elevados de ß-hCG estaria relacionada com gestação ectópica persistente.
D) Iniciar com ácido tranexâmico por via oral; se o sangramento persistir, reintervir.
E) Tranquilizar a paciente, pois a retirada do trofoblasto na salpingectomia reduz os níveis de ß-hCG, levando à involução do corpo lúteo e determinando a ocorrência de sangramento uterino esperado.
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