UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Paciente, 60 anos, com queixa de sangramento pós-menopausa. Qual propedêutica diagnóstica com melhor desempenho?
Sangramento pós-menopausa → Histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro para investigação, permitindo visualização direta e coleta precisa de material.
Sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para câncer de endométrio e deve ser sempre investigado. A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de lesões suspeitas, oferecendo o melhor desempenho diagnóstico em comparação com outros métodos.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre um ano ou mais após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois, embora muitas vezes benigno, é o principal sinal de alerta para o câncer de endométrio, que afeta principalmente mulheres nessa faixa etária. A investigação completa e rápida é crucial para um diagnóstico precoce e um melhor prognóstico. A propedêutica inicial geralmente envolve a ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio fino (geralmente < 4-5 mm) em mulheres pós-menopausa sem uso de terapia hormonal está associado a um baixo risco de malignidade. No entanto, se o endométrio estiver espessado ou se o sangramento persistir mesmo com endométrio fino, a investigação deve prosseguir. A histeroscopia diagnóstica, com biópsia dirigida, é considerada o padrão-ouro para a investigação do SPM. Ela permite a visualização direta de toda a cavidade uterina, identificando lesões focais como pólipos endometriais, miomas submucosos ou áreas de hiperplasia e carcinoma. A biópsia dirigida dessas lesões aumenta significativamente a acurácia diagnóstica em comparação com a curetagem uterina fracionada "às cegas", que pode perder lesões focais. A ressonância magnética e a ultrassonografia 3D podem complementar a avaliação em casos específicos, mas não substituem a necessidade de histopatologia.
A principal preocupação é o câncer de endométrio, que deve ser descartado em todos os casos de sangramento pós-menopausa, pois é o sintoma mais comum dessa neoplasia.
A USG transvaginal é o exame inicial para avaliar o espessamento endometrial. Se o endométrio for fino (< 4-5 mm), o risco de câncer é baixo. Se espessado, é necessária investigação adicional, mas a USG não fornece diagnóstico histopatológico.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais (pólipos, miomas submucosos, áreas suspeitas) e possibilitando biópsias dirigidas, o que aumenta a sensibilidade diagnóstica em comparação com a curetagem "às cegas".
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