UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Paciente de 58 anos, G1 P0 A1, refere menopausa aos 48 anos de idade, peso: 60 kg, altura:1,62m. Nega ter realizado terapia hormonal na pós menopausa. Chega ao consultório por queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade, ocorrido há uma semana. Ao exame ginecológico é observada mínima quantidade de sangramento ao exame especular. Foi então indicada histeroscopia para avaliação. Diante do exposto, a causa mais provável desse sangramento é:
Sangramento pós-menopausa → sempre investigar. Causa mais comum: atrofia endometrial.
Sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que exige investigação rigorosa para excluir malignidade. Embora o carcinoma endometrial seja a preocupação principal, a causa mais comum, especialmente em mulheres sem terapia hormonal, é a atrofia endometrial devido à privação estrogênica.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que sempre exige investigação, pois, embora a maioria dos casos seja benigna, o SPM é o principal sintoma de carcinoma endometrial, uma das malignidades ginecológicas mais comuns. A epidemiologia mostra que a incidência de SPM aumenta com a idade e é um ponto crítico na prática ginecológica. A fisiopatologia do SPM benigno frequentemente envolve a atrofia endometrial ou vaginal, decorrente da privação estrogênica após a menopausa. O endométrio atrófico torna-se fino, friável e propenso a sangramentos de pequena monta. Outras causas benignas incluem pólipos endometriais ou cervicais e miomas submucosos. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui também hiperplasia endometrial (com ou sem atipias) e, mais gravemente, o carcinoma endometrial. A investigação do SPM geralmente começa com uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Se a espessura for maior que 4-5 mm, ou se houver sangramento persistente, a histeroscopia com biópsia dirigida é o método de escolha para obter um diagnóstico histopatológico preciso. O tratamento dependerá da causa subjacente, variando desde manejo expectante para atrofia até histerectomia para malignidades.
A causa mais comum de sangramento pós-menopausa é a atrofia endometrial e/ou vaginal, devido à deficiência de estrogênio. O endométrio atrófico torna-se fino e friável, propenso a sangramentos mínimos.
Todo sangramento pós-menopausa é considerado anormal e deve ser investigado para descartar causas malignas, principalmente o carcinoma endometrial, que é a malignidade ginecológica mais comum associada a esse sintoma.
A investigação inicial inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Se a espessura for > 4-5 mm ou houver sangramento persistente, a histeroscopia com biópsia endometrial é o padrão-ouro para o diagnóstico.
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