HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
Paciente de 62 anos, com menopausa há onze anos, comparece para investigação de sangramento transvaginal. A causa mais comum envolvida nesta condição é:
Sangramento pós-menopausa → causa mais comum é atrofia endometrial, mas sempre excluir câncer de endométrio.
Embora a atrofia endometrial seja a causa mais comum de sangramento pós-menopausa devido à deficiência estrogênica, é imperativo investigar ativamente para excluir causas mais graves, como o câncer de endométrio, que é a principal preocupação e deve ser descartado.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que sempre requer investigação, pois, embora na maioria das vezes seja benigno, pode ser o primeiro sinal de uma malignidade ginecológica. A causa mais comum de SPM é a atrofia endometrial e vaginal, que ocorre devido à diminuição dos níveis de estrogênio após a menopausa, levando ao afinamento e fragilidade dos tecidos. Outras causas benignas incluem pólipos endometriais ou cervicais, miomas uterinos e hiperplasia endometrial. No entanto, a principal preocupação é o câncer de endométrio, que é a malignidade ginecológica mais comum em mulheres pós-menopausa e se manifesta em 90% dos casos com SPM. A investigação do SPM deve ser rigorosa. Inicia-se com uma anamnese detalhada e exame físico. A ultrassonografia transvaginal é o primeiro exame complementar, avaliando a espessura do endométrio. Um endométrio com espessura menor que 4-5 mm geralmente sugere atrofia, mas qualquer espessamento ou sangramento persistente exige biópsia endometrial, que pode ser obtida por curetagem, histeroscopia com biópsia dirigida ou biópsia por aspiração. O objetivo é sempre descartar malignidade.
A causa mais comum de sangramento pós-menopausa é a atrofia endometrial e vaginal, devido à deficiência estrogênica que leva ao afinamento e fragilidade dos tecidos.
É crucial investigar para excluir causas malignas, principalmente o câncer de endométrio, que é a malignidade ginecológica mais comum em mulheres pós-menopausa e se manifesta em 90% dos casos com SPM.
A investigação inicial geralmente inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e, se necessário, histeroscopia com biópsia endometrial para análise histopatológica.
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