UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Paciente de 60 anos, alguns episódios de sangramento discreto há 4 meses. Refere menopausa aos 52 anos, nunca usou Terapia Hormonal. Sem atividade sexual há 10 anos. Nuligesta. Hipertensa, em uso de medicação. Refere último exame ginecológico há 2 anos. Ao exame bom estado geral. IMC: 35. Exame ginecológico: vulva atrófica. Exame especular: vaginite atrófica, colo cilíndrico, orifício externo circular, teste de Schiller: iodo claro. Ao toque útero intra-pélvico em AVF, volume normal. Realizou Ultrassonografia transvaginal que apresenta útero de volume 55cm³ e endométrio de 1,2cm. A conduta a ser tomada para o caso em questão deve ser:
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm = investigar câncer de endométrio (histeroscopia + biópsia).
Qualquer sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade, especialmente câncer de endométrio. Um endométrio de 1,2 cm (12 mm) em uma mulher pós-menopausa com sangramento é altamente suspeito e exige investigação invasiva, sendo a histeroscopia com biópsia o método mais preciso.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de uma condição maligna, como o câncer de endométrio. Embora a atrofia endometrial seja a causa mais comum, a exclusão de malignidade é prioritária. Fatores de risco para câncer de endométrio incluem obesidade, nuliparidade, menopausa tardia, uso de tamoxifeno e diabetes. A fisiopatologia do câncer de endométrio frequentemente envolve a exposição prolongada e desbalanceada ao estrogênio. O diagnóstico começa com a anamnese detalhada e exame físico, seguido por ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Em mulheres pós-menopausa, um endométrio com espessura ≥ 4-5 mm, especialmente na presença de sangramento, é altamente suspeito. A histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida é o padrão-ouro para a avaliação da cavidade uterina e obtenção de material para análise histopatológica, permitindo identificar lesões focais que poderiam ser perdidas em uma biópsia cega. A conduta para o sangramento pós-menopausa com espessamento endometrial suspeito é a investigação invasiva. A histerectomia total abdominal com salpingectomia bilateral é o tratamento definitivo para o câncer de endométrio, mas só é indicada após a confirmação histopatológica. A curetagem uterina semiótica, embora possa obter amostras, é menos precisa que a histeroscopia com biópsia dirigida, que permite uma avaliação visual completa e biópsia de áreas específicas.
Qualquer sangramento pós-menopausa deve ser investigado para excluir malignidade, sendo a ultrassonografia transvaginal o primeiro exame.
Um endométrio com espessura maior que 4-5 mm em mulheres pós-menopausa, especialmente com sangramento, é considerado suspeito e requer investigação adicional.
A histeroscopia diagnóstica permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de lesões suspeitas, sendo o método mais preciso para o diagnóstico do câncer de endométrio.
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