UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Mulher, 68 anos de idade, com câncer de mama receptor hormonal positivo, tratado há 3 anos, em uso regular de tamoxifeno, apresenta episódios de sangramento vaginal indolor, pequeno volume, com duração de 2 dias, há 6 meses. Realizou ultrassonografia que revelou: útero retrovertido 41 x 24 x 40 mm – vol. 65 cm³, eco endometrial de 9 mm, ovários não visualizados. O diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada são, respectivamente:
Sangramento vaginal pós-menopausa, especialmente em uso de tamoxifeno com eco endometrial espessado, exige investigação com histeroscopia e biópsia endometrial para excluir câncer.
Qualquer sangramento vaginal na pós-menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado, pois pode indicar uma patologia endometrial maligna. O uso de tamoxifeno, que tem efeito estrogênico no endométrio, aumenta o risco de hiperplasia e câncer endometrial, tornando a investigação com histeroscopia e biópsia essencial.
O sangramento vaginal na pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois é o principal sinal de alerta para câncer de endométrio. A incidência de câncer endometrial aumenta com a idade, e a investigação precoce é crucial para um bom prognóstico. Em pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo, o tamoxifeno é frequentemente utilizado como terapia adjuvante. Embora seja eficaz na prevenção da recorrência do câncer de mama, o tamoxifeno possui um efeito estrogênico no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia endometrial, pólipos e, mais seriamente, câncer de endométrio. Um eco endometrial espessado (geralmente > 4-5 mm) em ultrassonografia transvaginal, associado a sangramento, é um forte indicativo para investigação. A conduta mais adequada para sangramento pós-menopausa, especialmente em usuárias de tamoxifeno, é a histeroscopia com biópsia endometrial. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação de lesões focais e a coleta de amostras para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso e o tratamento oportuno de qualquer patologia maligna ou pré-maligna.
O tamoxifeno, embora seja um antiestrogênio na mama, age como um agonista estrogênico no endométrio, estimulando sua proliferação. Isso aumenta o risco de hiperplasia endometrial, pólipos e câncer de endométrio.
Em mulheres na pós-menopausa com sangramento vaginal, um eco endometrial ≥ 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal é geralmente considerado um indicativo para investigação adicional, como histeroscopia com biópsia.
A conduta mais adequada é a investigação imediata com histeroscopia e biópsia endometrial. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de material para análise histopatológica, essencial para o diagnóstico diferencial de patologias benignas e malignas.
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