UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Mulher, 67 anos, procura o ginecologista após sangramento vaginal em moderada quantidade. É obesa mórbida e apresentou menopausa aos 53 anos, sem outras queixas. Sem alterações no exame físico ginecológico. Realizado ultrassom pélvico com laudo de espessura endometrial de 1 cm.Quanto ao caso descrito, assinale a opção que contemple o possível diagnóstico e o exame a ser feito nesse momento.
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm + fatores risco → Carcinoma endométrio, investigar com histeroscopia.
Sangramento vaginal pós-menopausa é um sinal de alerta para câncer de endométrio, especialmente em pacientes com fatores de risco como obesidade mórbida e menopausa tardia. Uma espessura endometrial de 1 cm (10 mm) em ultrassom transvaginal é altamente suspeita e exige investigação invasiva, sendo a histeroscopia com biópsia o padrão-ouro.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado na prática ginecológica, sendo o carcinoma de endométrio a principal preocupação. A incidência desse câncer aumenta com a idade, e fatores de risco como obesidade mórbida e menopausa tardia (após os 52-55 anos) elevam significativamente a probabilidade, devido à exposição prolongada e desregulada ao estrogênio. A avaliação inicial geralmente envolve o ultrassom pélvico transvaginal para medir a espessura endometrial. Uma espessura endometrial de 1 cm (10 mm) em uma mulher pós-menopausa com sangramento é altamente suspeita de malignidade, pois o ponto de corte para investigação invasiva é geralmente 4-5 mm. Nesses casos, a histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro para o diagnóstico. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação de lesões focais e a coleta de material para exame histopatológico, que é essencial para confirmar ou excluir o câncer. É crucial que residentes e médicos estejam atentos a esses sinais de alerta. Embora outras causas benignas, como atrofia endometrial ou pólipos, possam causar sangramento, a exclusão de malignidade é prioritária. O manejo adequado e a investigação precoce são fundamentais para um bom prognóstico do carcinoma de endométrio, que, quando diagnosticado em estágios iniciais, apresenta altas taxas de cura.
Em mulheres pós-menopausa, uma espessura endometrial superior a 4-5 mm no ultrassom transvaginal é considerada anormal e requer investigação adicional, pois aumenta o risco de carcinoma de endométrio.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, menopausa tardia, nuliparidade, uso de tamoxifeno, síndrome dos ovários policísticos, diabetes e hipertensão, todos relacionados à exposição estrogênica prolongada sem oposição progestínica.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais como pólipos ou áreas suspeitas de câncer, e possibilitando a biópsia dirigida, que é crucial para o diagnóstico histopatológico definitivo.
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