UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Paciente com 65 anos, nuligesta, menopausa há 15 anos. É hipertensa controlada. Peso = 58Kg e altura = 1,52m. Fez reposição hormonal com estrogênio e progesterona por 5 anos, tendo suspendido há 10 anos. Com sangramento vaginal há 3 meses, em pequena quantidade e com duração de 1-2 dias. Exame especular: sangue pelo orifício externo do colo uterino. Pode-se afirmar que a causa mais frequente deste sangramento é:
Sangramento pós-menopausa → SEMPRE investigar carcinoma endometrial, mas a causa MAIS FREQUENTE é atrofia endometrial.
Embora o sangramento pós-menopausa exija sempre investigação para excluir malignidade (carcinoma de endométrio), a causa mais comum é a atrofia endometrial. A deficiência de estrogênio leva ao afinamento e fragilidade do endométrio e da mucosa vaginal, tornando-os propensos a sangramentos.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que sempre exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de malignidade ginecológica, especialmente carcinoma de endométrio. A incidência de SPM aumenta com a idade, e fatores de risco para câncer de endométrio (como obesidade, nuliparidade, diabetes e uso de tamoxifeno) devem ser considerados. Apesar da preocupação com malignidade, a causa mais frequente de SPM é a atrofia endometrial e/ou vaginal, responsável por cerca de 60-80% dos casos. A deficiência de estrogênio pós-menopausa leva ao afinamento e fragilidade dos tecidos, tornando-os mais vulneráveis a sangramentos espontâneos ou após trauma mínimo. Outras causas incluem pólipos endometriais ou cervicais, hiperplasia endometrial e, menos comumente, miomas submucosos ou condições não ginecológicas. A investigação do SPM geralmente começa com uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Uma espessura endometrial menor que 4-5 mm geralmente sugere atrofia, enquanto valores maiores exigem biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem) para descartar hiperplasia ou câncer. O tratamento da atrofia endometrial pode envolver estrogênio vaginal tópico.
Todo sangramento pós-menopausa deve ser investigado para excluir malignidade, principalmente carcinoma de endométrio. A investigação inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e, se necessário, biópsia endometrial.
A deficiência de estrogênio após a menopausa leva ao afinamento e à fragilidade do endométrio e da mucosa vaginal. Essa atrofia torna os tecidos mais suscetíveis a traumas mínimos e inflamação, resultando em sangramento.
As causas mais graves incluem carcinoma de endométrio, hiperplasia endometrial com atipias e, menos frequentemente, carcinoma de colo uterino ou sarcomas uterinos. Pólipos endometriais também podem causar sangramento.
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