Sangramento Pós-Menopausa: Investigação e Espessura Endometrial

HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 57 anos, com menopausa aos 52, teve sangramento via vaginal há 2 semanas. Ao exame ginecológico não apresentava alterações. Foi solicitado ultrassonografia transvaginal que mostrou endométrio de 14mm de espessura e mioma intramural com 20 mm. Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A principal hipótese diagnóstica é de atrofia endometrial.
  2. B) O exame ultrassonográfico está normal visto que o endométrio pode ter espessura normal de até 15 mm.
  3. C) Está indicada miomectomia ou uso de análogos do GnRH. 
  4. D) Está indicada histeroscopia para avaliação do endométrio e biópsia.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm na USG → investigar câncer endometrial com histeroscopia e biópsia.

Resumo-Chave

Qualquer sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade endometrial. Uma espessura endometrial de 14mm em uma mulher pós-menopausa está significativamente acima do limite de normalidade (geralmente 4-5mm), indicando a necessidade de histeroscopia com biópsia para avaliação histopatológica.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre um ano ou mais após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois, embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial, ele é o principal sinal de alerta para o câncer de endométrio, que afeta cerca de 10% das mulheres com SPM. A idade da paciente e a história de menopausa confirmam a relevância da investigação. A ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar o endométrio. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma espessura endometrial de até 4-5 mm é geralmente considerada normal. No caso apresentado, 14 mm é um valor significativamente aumentado, que, associado ao sangramento, impõe a necessidade de investigação aprofundada. O mioma intramural, embora presente, não explica o sangramento pós-menopausa com tal espessamento endometrial. Diante de sangramento pós-menopausa e espessura endometrial > 4-5 mm, a histeroscopia com biópsia endometrial é o procedimento diagnóstico padrão-ouro. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões focais (pólipos, miomas submucosos) e, mais importante, a coleta de amostras de tecido para análise histopatológica, essencial para o diagnóstico diferencial entre hiperplasia endometrial (com ou sem atipias) e carcinoma endometrial. A conduta correta é crucial para um diagnóstico precoce e um melhor prognóstico.

Perguntas Frequentes

Qual a espessura endometrial considerada normal na pós-menopausa?

Na pós-menopausa, a espessura endometrial é considerada normal se for ≤ 4-5 mm em mulheres sem terapia de reposição hormonal. Valores acima disso, especialmente com sangramento, exigem investigação.

Por que a histeroscopia com biópsia é o padrão-ouro para investigar sangramento pós-menopausa com endométrio espessado?

A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de áreas suspeitas, fornecendo material para análise histopatológica, que é crucial para o diagnóstico de hiperplasia ou câncer endometrial.

Quais são as principais causas de sangramento pós-menopausa?

As causas mais comuns incluem atrofia endometrial (a mais frequente), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e câncer de endométrio. Menos frequentemente, miomas submucosos ou terapia hormonal podem causar sangramento.

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