IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024
Mulher de 75 anos de idade comparece em consulta ginecológica na Unidade Básica de Saúde. Refere ter iniciado quadro de sangramento genital há três meses, de pouca intensidade e de coloração escurecida. Relata ter tido quatro episódios neste período. Sem outras queixas ou antecedentes relevantes. Apresenta o resultado de uma ultrassonografia pélvica transvaginal, que evidenciou eco endometrial de 2mm, sem irregularidades. Qual é o diagnóstico e a conduta que deve ser adotada neste momento?
Sangramento pós-menopausa + eco endometrial < 4mm → atrofia comum, mas histeroscopia com biópsia para excluir malignidade.
Sangramento genital pós-menopausa, mesmo com eco endometrial fino (≤ 4-5mm), sempre exige investigação para excluir malignidade endometrial. A histeroscopia com biópsia é o método mais preciso para avaliar o endométrio e obter diagnóstico definitivo.
O sangramento genital pós-menopausa (SGPM) é um sintoma que sempre deve ser investigado, pois, embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial ou vaginal, ele pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. A idade da paciente (75 anos) e a história de múltiplos episódios de sangramento reforçam a necessidade de uma avaliação detalhada, mesmo que de pouca intensidade. A ultrassonografia pélvica transvaginal é o exame inicial para avaliar o endométrio. Um eco endometrial de 2mm é considerado dentro dos limites de normalidade para a pós-menopausa, sugerindo atrofia. No entanto, a ausência de irregularidades não exclui completamente a possibilidade de lesões focais ou malignidade, que podem não ser detectadas apenas pela espessura. A conduta padrão ouro para a investigação do SGPM é a histeroscopia com biópsia. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões focais (pólipos, miomas submucosos) e a coleta direcionada de material para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso e a exclusão de condições pré-malignas ou malignas, como o adenocarcinoma endometrial.
Um eco endometrial ≤ 4-5mm geralmente indica atrofia, mas não exclui completamente malignidade. Espessuras maiores (> 4-5mm) aumentam a suspeita de hiperplasia ou câncer, exigindo investigação mais aprofundada.
É indicada em todos os casos de sangramento pós-menopausa, independentemente da espessura do eco endometrial, para visualização direta e obtenção de amostras para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso.
As causas mais comuns incluem atrofia endometrial e vaginal, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e, mais seriamente, câncer de endométrio, que deve ser sempre descartado.
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