IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021
Mulher de 68 anos apresentou episódio isolado de discreto sangramento há 1 mês. AP: G2P1A1C0, obesidade, hipertensão e diabetes de difícil controle. AF: mãe falecida por neoplasia de cólon. Ultrassonografia transvaginal: espessamento endometrial focal de 8 mm com pedículo único ao estudo Doppler. A conduta mais adequada é:
Sangramento pós-menopausa + espessamento endometrial focal com pedículo → Histeroscopia com biópsia excisional dirigida.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento e espessamento endometrial focal, a principal preocupação é a exclusão de malignidade. A ultrassonografia com Doppler sugere um pólipo endometrial. A histeroscopia com biópsia excisional dirigida é a conduta mais adequada, pois permite visualizar a lesão, ressecá-la completamente e obter material para análise histopatológica precisa, superando a biópsia às cegas ou a curetagem.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser negligenciado, pois pode ser a primeira manifestação de câncer de endométrio. A investigação inicial geralmente envolve a ultrassonografia transvaginal para avaliar o endométrio. Um espessamento endometrial, especialmente se focal ou com vascularização ao Doppler, aumenta a suspeita de lesões como pólipos ou hiperplasia atípica, que podem ter potencial maligno. A fisiopatologia do sangramento pós-menopausa pode variar desde atrofia endometrial (causa mais comum) até lesões benignas como pólipos ou miomas, e condições pré-malignas ou malignas como hiperplasia endometrial com atipias ou adenocarcinoma. A presença de fatores de risco como obesidade, hipertensão e diabetes na paciente eleva a suspeita de patologia endometrial. A conduta mais adequada para lesões focais é a histeroscopia com biópsia dirigida ou ressecção. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação precisa da lesão e a remoção completa para análise histopatológica. A curetagem uterina 'às cegas' tem uma taxa de falha diagnóstica maior para lesões focais, enquanto a conduta expectante é inaceitável diante do risco de malignidade.
O sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta que exige investigação rigorosa para excluir malignidade endometrial, sendo o câncer de endométrio a causa mais grave.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação precisa da lesão focal e a remoção completa para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico acurado.
Fatores de risco incluem obesidade, hipertensão, diabetes mellitus, nuliparidade, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona e história familiar de câncer de cólon ou endométrio.
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