HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Uma mulher de 52 anos de idade procurou o médico de atenção primária à saúde com queixa de fogachos e diminuição da libido. Relata menopausa há 2 anos com história de sangramento vaginal há 1 mês. A conduta CORRETA é:
Sangramento pós-menopausa SEMPRE exige investigação especializada para excluir malignidade.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado de forma rigorosa para excluir causas malignas, principalmente câncer de endométrio. A conduta correta é referenciar a paciente para um especialista (ginecologista) para avaliação e investigação apropriadas.
O sangramento pós-menopausa é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado e exige investigação imediata e rigorosa, pois pode ser o primeiro e único sinal de câncer de endométrio. A prevalência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e a menopausa é um período crítico para a detecção precoce. A fisiopatologia do sangramento pós-menopausa pode variar desde causas benignas, como atrofia vaginal e endometrial (a mais comum), pólipos ou miomas, até condições malignas. O câncer de endométrio é a principal preocupação, sendo responsável por cerca de 10% dos casos de sangramento pós-menopausa. Outras causas malignas incluem câncer de colo uterino, vulva ou ovário. A avaliação inicial na atenção primária deve focar na identificação do sintoma e no referenciamento adequado. A conduta correta é sempre referenciar a paciente para um ginecologista para investigação especializada. Esta investigação geralmente inclui ultrassonografia transvaginal para medir a espessura endometrial. Um endométrio com espessura > 4-5 mm em mulheres pós-menopausa é um forte indicativo para a necessidade de biópsia endometrial, que pode ser realizada por histeroscopia ou curetagem. O tratamento dependerá do diagnóstico, mas a exclusão de malignidade é prioritária.
A principal preocupação é excluir o câncer de endométrio, que é a causa maligna mais comum de sangramento pós-menopausa, embora outras malignidades ginecológicas também devam ser consideradas.
A investigação geralmente inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar o espessamento endometrial, histeroscopia com biópsia endometrial, e, por vezes, curetagem uterina para análise histopatológica.
Causas benignas incluem atrofia vaginal e endometrial (a mais comum), pólipos endometriais ou cervicais, miomas uterinos, hiperplasia endometrial e uso de terapia hormonal. No entanto, a malignidade deve ser excluída primeiro.
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