UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2023
O sangramento uterino anormal é uma queixa frequente nos consultórios de ginecologia. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) classifica suas etiologias com o sistema PALM-COEIN. As etiologias do PALM-COEIN são: Pólipo uterino (P), Adenomiose (A), Leiomiomia (L), lesões precursoras e Malignas do corpo uterino (M), Coagulopatias (C), distúrbios da Ovulação (O), disfunção Endometrial (E), Iatrogênicas (I) e Não classificadas nos itens anteriores (N). Considere uma paciente de 54 anos, GV PIV AI, menopausa há 7 anos, sem uso de terapia hormonal. Hipertensa e diabética, usando losartana e metformina, com história familiar positiva para câncer de mama. Referenciada ao ambulatório de ginecologia pela equipe da saúde da família do bairro onde mora com relato de episódios de sangramento vaginal esporádico nos últimos 6 meses, com resultado de colpocitologia oncótica do colo uterino = Alterações benignas e ultrassonografia endovaginal com útero 65cc, endométrio 25mm, ovários não visualizados. Assinale a alternativa correta quanto a esse caso clínico:
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm = Investigar malignidade endometrial (biópsia).
Qualquer sangramento uterino após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade endometrial. Um endométrio espessado (>4-5mm) na ultrassonografia endovaginal em mulheres pós-menopausa é altamente suspeito e exige avaliação histopatológica.
O sangramento uterino anormal (SUA) na pós-menopausa é um sintoma que exige investigação imediata e rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de uma condição maligna, como o câncer de endométrio. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) classifica as etiologias do SUA, e no contexto pós-menopausa, a categoria "M" (Malignidade e hiperplasia com atipias) é de particular preocupação. A paciente do caso apresenta múltiplos fatores de risco para câncer de endométrio, incluindo idade avançada, menopausa há 7 anos, diabetes e hipertensão, além de história familiar de câncer de mama. O achado mais alarmante é o espessamento endometrial de 25mm na ultrassonografia endovaginal. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, um endométrio com espessura superior a 4-5 mm é altamente suspeito e requer investigação histopatológica. A colpocitologia oncótica (Papanicolau) avalia o colo uterino e, embora importante, não é adequada para investigar patologias do corpo uterino. Portanto, a próxima etapa essencial é a obtenção de material endometrial para análise histopatológica, seja por biópsia de pipelle, curetagem uterina ou histeroscopia com biópsia dirigida, para descartar ou confirmar hiperplasia endometrial com atipias ou câncer de endométrio.
Fatores de risco incluem obesidade, diabetes, hipertensão, história familiar de câncer de mama ou ovário, nuliparidade, uso de tamoxifeno e menopausa tardia. A paciente do caso apresenta diabetes e hipertensão, além de história familiar de câncer de mama.
Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, um endométrio com espessura maior que 4-5 mm na ultrassonografia endovaginal é considerado espessado e requer investigação histopatológica para excluir hiperplasia ou câncer de endométrio.
A biópsia endometrial é essencial para obter material para análise histopatológica e determinar a natureza do espessamento endometrial, diferenciando entre atrofia, hiperplasia (com ou sem atipias) e câncer, que são as principais causas de sangramento pós-menopausa.
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