PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Mulher de 59 anos, casada, G3P3A0, com menopausa aos 50 anos, sem uso de medicamentos, fumante. Não faz terapia hormonal. Vem à consulta por sangramento vaginal intermitente há um mês. Exame ginecológico: Toque vaginal: anexo esquerdo móvel, aumentado com cerca de 7cm em seu maior diâmetro; Especular: vagina eutrófica, colo centrado, epitelizado. Ultrassonografia transvaginal: útero sem alterações de morfologia, com eco endometrial de 8mm; ovário direito normal e presença de tumoração sólida à esquerda, irregular e medindo 8cmx6cmx6cm, hipervascularizada ao Doppler. Biópsia endometrial aspirativa: endométrio proliferativo. A conduta é:
Sangramento pós-menopausa + massa anexial complexa → alta suspeita de malignidade ovariana/endometrial, mesmo com biópsia endometrial benigna.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento vaginal e massa anexial suspeita, mesmo com biópsia endometrial benigna, a possibilidade de câncer de ovário ou endométrio (com biópsia falsamente negativa) é alta, justificando abordagem cirúrgica diagnóstica e terapêutica.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação, pois pode ser o primeiro sinal de malignidade ginecológica, como câncer de endométrio ou ovário. Embora a atrofia seja a causa mais comum, a exclusão de câncer é primordial, especialmente em pacientes com fatores de risco. A avaliação inicial inclui ultrassonografia transvaginal e biópsia endometrial. No caso de massa anexial complexa e hipervascularizada, a suspeita de câncer de ovário aumenta. Mesmo com biópsia endometrial benigna (como endométrio proliferativo), a persistência do sangramento e a presença da massa anexial justificam uma abordagem mais agressiva devido ao risco de biópsia falsamente negativa ou de câncer ovariano primário, que não seria detectado pela biópsia endometrial. A conduta de laparotomia exploradora com avaliação histológica intraoperatória permite o diagnóstico definitivo e o estadiamento cirúrgico em um único tempo, otimizando o tratamento e o prognóstico da paciente. É crucial para residentes entenderem a importância da investigação completa e da não subestimação de sintomas em pacientes de risco, garantindo o melhor desfecho clínico.
As causas incluem atrofia endometrial/vaginal, pólipos, hiperplasia endometrial e, mais preocupante, câncer de endométrio ou ovário. A investigação é sempre necessária para excluir malignidade.
A presença de uma massa anexial sólida, irregular e hipervascularizada em uma mulher pós-menopausa com sangramento aumenta significativamente a suspeita de malignidade ovariana ou endometrial, exigindo investigação cirúrgica.
A biópsia pode ser falsamente negativa se a lesão for focal ou se a amostra não for representativa. A massa anexial suspeita e o sangramento persistente exigem investigação mais aprofundada, como a laparotomia exploradora.
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