HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 80 anos comparece ao consultório do ginecologista com queixa de sangramento via vaginal ao exame especular o ginecologista confirma que o sangramento é de origem uterina. Ao exame ultrassonográfico fica evidente endométrio de 17 mm de espessura. A melhor conduta neste momento é:
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5 mm = investigar com histeroscopia e biópsia.
Qualquer sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para câncer de endométrio. Com endométrio espessado (>4-5 mm), a histeroscopia com biópsia dirigida é a melhor conduta para diagnóstico preciso e exclusão de malignidade.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois o câncer de endométrio é a causa mais grave e deve ser excluído. A idade da paciente (80 anos) aumenta a preocupação com malignidade. A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial para avaliar o endométrio. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma espessura endometrial de até 4-5 mm é considerada normal. Um endométrio de 17 mm é significativamente espessado e altamente suspeito. As causas de SPM incluem atrofia endometrial (mais comum), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial (com ou sem atipias) e câncer de endométrio. A histeroscopia com biópsia dirigida é a melhor conduta para investigar um endométrio espessado com sangramento pós-menopausa. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação de lesões focais e a coleta de amostras de tecido de áreas suspeitas para análise histopatológica, o que é superior à curetagem uterina às cegas, que pode falhar em detectar lesões focais. Repetir o ultrassom atrasaria o diagnóstico, e a histerectomia é um tratamento definitivo, não uma conduta diagnóstica inicial.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que deve ser sempre investigado, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio, hiperplasia endometrial ou outras condições benignas, sendo o câncer a preocupação principal.
Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma espessura endometrial de até 4-5 mm é geralmente considerada normal. Valores acima disso, especialmente na presença de sangramento, exigem investigação.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais (pólipos, miomas submucosos) ou áreas de hiperplasia/câncer, e possibilitando a biópsia dirigida para um diagnóstico histopatológico preciso, superando a curetagem às cegas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo