UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
ESM, 55 anos, história de sangramento pós-menopausa. Exame físico sem alterações. Fez US transvaginal, eco endometrial medindo 10 mm. Qual a alternativa mais adequada ao caso?
Sangramento pós-menopausa + eco endometrial > 4-5 mm → Histeroscopia com biópsia para investigar malignidade.
Sangramento pós-menopausa com eco endometrial de 10 mm é um achado altamente suspeito que exige investigação. A histeroscopia com biópsia dirigida é a conduta mais adequada para visualizar a cavidade e obter material para análise histopatológica, descartando ou confirmando malignidade.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que exige investigação imediata e rigorosa, pois é o principal sinal de alerta para o câncer de endométrio, a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos. A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial de escolha para avaliar o endométrio, e um eco endometrial espessado é um achado crítico. Em mulheres pós-menopausa que não fazem uso de terapia hormonal, um eco endometrial de até 4-5 mm é geralmente considerado normal. No entanto, na presença de sangramento, qualquer espessamento acima desse limite, como os 10 mm do caso, é altamente suspeito e indica a necessidade de investigação mais invasiva. As principais causas de sangramento pós-menopausa incluem atrofia endometrial (a mais comum), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial (com ou sem atipias) e câncer de endométrio. A histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro para a investigação de sangramento pós-menopausa com espessamento endometrial. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando a localização e a natureza de possíveis lesões, e a coleta de amostras de tecido de forma precisa para análise histopatológica, o que é crucial para o diagnóstico diferencial e o planejamento terapêutico adequado.
O sangramento pós-menopausa é sempre considerado um sinal de alerta e deve ser investigado, pois pode ser o primeiro sintoma de câncer de endométrio ou de outras patologias endometriais, como hiperplasia ou pólipos. Nunca deve ser ignorado.
Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, um eco endometrial ≥ 4-5 mm, especialmente na presença de sangramento, é considerado espessado e indica a necessidade de investigação adicional para descartar patologia endometrial, incluindo malignidade.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade endometrial, identificando lesões focais como pólipos ou áreas de hiperplasia/câncer, e possibilitando a realização de biópsias dirigidas. Isso é superior à curetagem uterina às cegas, que pode falhar em amostrar adequadamente lesões focais.
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