Sangramento Pós-Menopausa: Investigação e Conduta

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024

Enunciado

Leia o relato do caso clínico a seguir. Mulher, 52 anos de idade, menopausada há 3 anos, refere episódios de sangramento vaginal nos últimos dois meses, em pequena quantidade, com duração de 1-2 dias. Nega outros sintomas ginecológicos ou dor pélvica no momento. Está em uso de terapia hormonal continua estroprogestativa há 3 anos, sem queixas. No exame ginecológico nenhuma anormalidade foi encontrada. Em exame de ultrassonografia transvaginal foi detectado eco endometrial de 6 mm em toda sua extensão, sem nenhuma outra anormalidade. De acordo com o relato, quais são as condutas indicadas para essa paciente, neste momento?

Alternativas

  1. A) Manter a terapia hormonal e realizar histeroscopia diagnóstica.
  2. B) Manter a terapia hormonal e manter a observação clínica.
  3. C) Suspender a terapia hormonal e manter a observação clínica.
  4. D) Suspender a terapia hormonal e a histeroscopia diagnóstica.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa em uso de TH contínua com eco endometrial > 4-5mm → investigar com histeroscopia.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa, especialmente aquelas em uso de Terapia Hormonal (TH) contínua, qualquer sangramento vaginal deve ser investigado. Um eco endometrial de 6 mm, mesmo que não seja um espessamento franco, em um contexto de sangramento, justifica a histeroscopia diagnóstica para excluir patologias endometriais, incluindo câncer.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser negligenciado, pois pode ser o primeiro sinal de patologias endometriais graves, incluindo o câncer de endométrio. A prevalência de câncer de endométrio em mulheres com sangramento pós-menopausa varia, mas a investigação é mandatória para todas as pacientes. A avaliação inicial de um sangramento pós-menopausa inclui a ultrassonografia transvaginal para medir o eco endometrial. Em mulheres sem terapia hormonal, um eco endometrial de até 4-5 mm geralmente exclui câncer de endométrio. No entanto, em pacientes em uso de terapia hormonal contínua estroprogestativa, o padrão de sangramento pode ser mais complexo. Embora pequenos sangramentos irregulares possam ocorrer nos primeiros meses de TH, qualquer sangramento persistente ou que surja após um período de amenorreia deve ser investigado. Neste caso, a paciente está em uso de TH contínua há 3 anos e apresenta sangramento, com eco endometrial de 6 mm. Mesmo que 6 mm não seja um espessamento "patológico" em todos os contextos, a presença de sangramento em uma paciente pós-menopausa em TH contínua, com esse eco endometrial, exige uma investigação mais aprofundada. A histeroscopia diagnóstica com biópsia endometrial é a conduta mais adequada para visualizar diretamente a cavidade uterina e obter amostras para análise histopatológica, descartando hiperplasia ou neoplasia. Manter a TH e observar não é seguro, e suspender a TH não resolve a necessidade de diagnóstico.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do sangramento pós-menopausa?

O sangramento pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir causas graves, como câncer de endométrio, mesmo que a paciente esteja em uso de terapia hormonal.

Qual o valor de corte do eco endometrial para investigação em pós-menopausa?

Em mulheres pós-menopausa sem sangramento, um eco endometrial < 4-5 mm geralmente é considerado normal. Com sangramento, qualquer espessamento (mesmo 4-5 mm ou mais) ou persistência do sangramento justifica investigação.

Quando a histeroscopia diagnóstica é indicada no sangramento pós-menopausa?

A histeroscopia diagnóstica com biópsia é indicada para investigar a causa do sangramento pós-menopausa, especialmente quando há espessamento endometrial ao ultrassom ou persistência do sangramento, a fim de descartar hiperplasia ou neoplasia.

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