USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Paciente com 59 anos, G1P1A0 (1 parto cesáreo), em amenorreia há 10 anos, apresenta sangramento único de pequena quantidade há 1 mês que não se repetiu. Ao exame clínico, útero de dimensões normais, anexos palpáveis e sem alteração e especular sem alterações cervicais ou vaginais. Exame ultrassonográfico com presença de um nódulo sugestivo de leiomioma intramural posterior com cerca de 1,5cm no maior diâmetro, volume uterino total de 100cm 3 e eco endometrial de 8mm. Hb= 13,7g/dl. Com base neste quadro clínico, das opções abaixo qual é a melhor conduta?
Sangramento pós-menopausa + eco endometrial > 4-5mm → Histeroscopia com biópsia endometrial para excluir câncer.
Qualquer sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para câncer de endométrio e deve ser investigado. Um eco endometrial de 8mm em uma paciente pós-menopausa é considerado espessado e exige avaliação histopatológica, sendo a histeroscopia com biópsia o padrão-ouro para diagnóstico.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser negligenciado, pois o câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em mulheres nesta faixa etária. A paciente do caso, com 59 anos e amenorreia há 10 anos, apresenta um sangramento, mesmo que único e de pequena quantidade, que é um sinal de alerta. A avaliação inicial inclui exame físico e ultrassonografia transvaginal para medir o eco endometrial. Um eco endometrial de 8mm em uma paciente pós-menopausa sem terapia hormonal é claramente espessado (o limite geralmente é 4-5mm). Embora um leiomioma intramural esteja presente, ele não explica o sangramento endometrial. A conduta padrão-ouro para investigar o sangramento pós-menopausa com eco endometrial espessado é a histeroscopia com biópsia endometrial. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de amostras de tecido para análise histopatológica, sendo essencial para descartar hiperplasia endometrial atípica ou carcinoma.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma cardinal que exige investigação imediata, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio, mesmo que seja de pequena quantidade ou único.
Geralmente, um eco endometrial maior que 4-5mm em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal é considerado espessado e requer investigação. Em pacientes com TH, o limite pode ser maior.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de áreas suspeitas, sendo o método mais preciso para diagnosticar ou excluir patologias endometriais, incluindo hiperplasia e câncer.
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