AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
São causas incomuns (<12%) de sangramento pós-menopausa:I. Atrofia endometrial.II. Pólipos endometriais.III. Câncer de endométrio.Quais estão corretas?
Sangramento pós-menopausa: Atrofia endometrial é causa COMUM (>60%); Pólipos e Câncer de endométrio são causas INCOMUNS (<12%).
A atrofia endometrial é a causa mais comum de sangramento pós-menopausa, respondendo por 60-80% dos casos. Pólipos endometriais e câncer de endométrio, embora graves, são causas menos frequentes, representando menos de 12% cada.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre após 12 meses de amenorreia em uma mulher na menopausa. É um sintoma que sempre requer investigação, pois, embora a maioria das causas seja benigna, pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. A epidemiologia das causas é fundamental para guiar a propedêutica. A causa mais comum de SPM é a atrofia endometrial e vaginal, responsável por 60-80% dos casos. Isso ocorre devido à privação estrogênica, que leva ao afinamento e fragilidade do epitélio. Outras causas benignas incluem pólipos endometriais (cerca de 2-12%) e miomas uterinos. A hiperplasia endometrial, que pode ser precursora de câncer, também é uma causa importante. O câncer de endométrio, embora seja a malignidade ginecológica mais comum em mulheres pós-menopausa, é uma causa menos frequente de SPM, respondendo por aproximadamente 5-10% dos casos. Portanto, as afirmativas II (Pólipos endometriais) e III (Câncer de endométrio) são consideradas causas incomuns (<12%) de sangramento pós-menopausa, enquanto a atrofia endometrial é a causa mais comum. A investigação deve ser completa para excluir malignidade, incluindo ultrassonografia transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial.
A causa mais comum de sangramento pós-menopausa é a atrofia endometrial e vaginal, devido à diminuição dos níveis de estrogênio, que leva ao afinamento e fragilidade do tecido.
A investigação inclui exame físico, ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial, e biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem) para descartar malignidade.
Qualquer episódio de sangramento pós-menopausa deve ser investigado, pois pode ser um sinal de condições graves como hiperplasia endometrial ou câncer de endométrio, mesmo que a causa mais comum seja benigna.
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