HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
Uma mulher de 60 anos procura ginecologista com queixa de sangramento via vaginal há 1 semana. Refere que a última menstruação foi aos 49 anos e que utilizou terapia de reposição hormonal somente nos 3 primeiros anos da menopausa. A mais provável causa do sangramento, neste caso, é:
Sangramento pós-menopausa → Atrofia endometrial é a causa mais comum, especialmente sem TRH atual.
Em mulheres pós-menopausa, o sangramento vaginal é um sinal de alerta que sempre requer investigação. A atrofia endometrial é a causa mais frequente devido à privação estrogênica, mas outras causas mais graves, como hiperplasia e câncer de endométrio, devem ser excluídas.
O sangramento pós-menopausa é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre após 12 meses de amenorreia em uma mulher na menopausa. É um sintoma que sempre exige investigação, pois, embora a maioria das causas seja benigna, cerca de 10% a 15% dos casos podem estar associados a câncer de endométrio. A epidemiologia mostra que a atrofia endometrial é a etiologia mais frequente, respondendo por até 60-80% dos casos. A fisiopatologia da atrofia endometrial está ligada à deficiência estrogênica prolongada, que leva ao afinamento e fragilidade do endométrio, tornando-o propenso a sangramentos. O diagnóstico diferencial inclui pólipos endometriais, hiperplasia endometrial (especialmente se houver uso de estrogênio sem progesterona ou tamoxifeno), miomas submucosos e câncer de endométrio. A ultrassonografia transvaginal é o método inicial de escolha para avaliar o espessamento endometrial, sendo um endométrio < 4-5 mm geralmente tranquilizador para atrofia. O tratamento da atrofia endometrial é conservador, com hidratação vaginal e estrogênio tópico em baixas doses, se necessário. No entanto, a prioridade é sempre excluir causas mais graves. Se o endométrio estiver espessado (> 4-5 mm) ou houver fatores de risco para câncer, uma biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem) é fundamental para um diagnóstico definitivo e para guiar a conduta terapêutica.
As causas mais comuns incluem atrofia endometrial, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e, menos frequentemente, câncer de endométrio.
A investigação inicial geralmente envolve ultrassonografia transvaginal para avaliar o endométrio, seguida de biópsia endometrial se houver espessamento ou outros achados suspeitos.
A TRH pode causar sangramento irregular, mas a paciente do caso não estava em uso atual. O uso prévio não impede a atrofia.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo