SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Paciente MFD, 58 anos, portadora de diabetes Mellitus e hipertensão arterial crônica, informa Síndrome de ovários policísticos, mas durante os sintomas da menopausa, apresentou irregularidades menstruais, foi submetida a uma biópsia do endométrio, que evidenciou apenas fragmentos de endométrio com atrofia e foi-lhe iniciada a terapia de reposição hormonal. No entanto, alguns meses após, voltou a apresentar sangramentos irregulares. Diante desta situação, qual alternativa representa a melhor conduta para esta paciente?
Sangramento pós-menopausa em TRH → investigar causas orgânicas, histeroscopia é padrão ouro.
Qualquer sangramento uterino irregular após a menopausa, mesmo em uso de TRH e com biópsia prévia normal, exige investigação aprofundada para excluir patologias endometriais malignas ou pré-malignas. A histeroscopia com biópsia dirigida é o método mais preciso para essa avaliação.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é um sintoma que sempre exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de patologias endometriais graves, incluindo o câncer de endométrio. Mesmo em pacientes em terapia de reposição hormonal (TRH), que pode causar sangramentos irregulares, a recorrência ou persistência do sangramento deve levantar suspeitas. Embora a biópsia endometrial prévia tenha evidenciado atrofia, o retorno dos sangramentos irregulares após alguns meses de TRH indica a necessidade de reavaliação. A biópsia cega pode não ter amostrado adequadamente toda a cavidade uterina, e novas lesões podem ter surgido. A ultrassonografia transvaginal é um exame inicial útil, mas pode não ser conclusiva. A histeroscopia é o método padrão ouro para a investigação de sangramento uterino anormal, pois permite a visualização direta da cavidade endometrial e a realização de biópsias dirigidas de áreas suspeitas. Isso aumenta significativamente a acurácia diagnóstica para pólipos, hiperplasias e carcinomas endometriais, garantindo o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
Qualquer sangramento pós-menopausa deve ser investigado rigorosamente para excluir patologias endometriais graves, como hiperplasia atípica ou câncer de endométrio, mesmo que a paciente esteja em TRH, pois a biópsia cega pode ter falhado em detectar lesões focais.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade endometrial, identificando lesões focais como pólipos ou áreas de hiperplasia/carcinoma, e possibilitando a realização de biópsias dirigidas, o que aumenta significativamente a acurácia diagnóstica.
Além da atrofia endometrial, as principais causas incluem pólipos endometriais, hiperplasia endometrial (com ou sem atipias), câncer de endométrio, miomas uterinos, e causas exógenas como a própria terapia de reposição hormonal.
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