HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Mulher, 70 anos, em menopausa há 16 anos. Há 6 semanas apresentou episódio de sangramento genital de pequena intensidade que durou 3 dias. Ultrassonografia pélvica transvaginal revelou endométrio com 2,8 mm de espessura. Qual o diagnóstico etiológico mais provável?
Sangramento pós-menopausa + endométrio < 4mm (USG) → Atrofia endometrial é a causa mais provável.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento genital, a espessura endometrial é um critério diagnóstico chave. Um endométrio com menos de 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal, na ausência de terapia hormonal, é altamente sugestivo de atrofia endometrial, reduzindo significativamente a probabilidade de malignidade.
O sangramento pós-menopausa é uma queixa comum e sempre exige investigação para excluir malignidade. A atrofia endometrial, causada pela deficiência estrogênica, é a etiologia mais frequente, respondendo por até 60-80% dos casos. É fundamental diferenciar causas benignas de malignas para um manejo adequado, evitando procedimentos invasivos desnecessários ou atrasos no diagnóstico de câncer. O diagnóstico inicial envolve uma anamnese detalhada, exame físico e ultrassonografia pélvica transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio fino (geralmente < 4-5 mm) na ausência de terapia hormonal é um forte indicativo de atrofia. No entanto, se a espessura for maior ou houver fatores de risco, a biópsia endometrial (por histeroscopia ou curetagem) é necessária para descartar hiperplasia ou carcinoma. O tratamento da atrofia endometrial geralmente envolve estrogênios vaginais tópicos, que aliviam os sintomas e restauram a integridade da mucosa. A compreensão dos critérios ultrassonográficos e a estratificação de risco são essenciais para o residente, garantindo uma abordagem diagnóstica e terapêutica eficiente e segura para a paciente.
A espessura endometrial é crucial para estratificar o risco de malignidade. Um endométrio < 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal em mulheres sem terapia hormonal é altamente preditivo de atrofia, com baixo risco de câncer endometrial.
As causas mais comuns incluem atrofia endometrial e vaginal, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e carcinoma de endométrio. Outras causas menos frequentes são miomas submucosos e lesões cervicais ou vulvares.
A biópsia endometrial é indicada quando a espessura endometrial é ≥ 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal, ou se houver fatores de risco para câncer de endométrio, ou em casos de sangramento persistente mesmo com endométrio fino.
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