HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2020
Paciente de 58 anos de idade, com história de menopausa aos 50 anos, procurou atendimento com queixa de quatro episódios de sangramento vaginal nos últimos 12 meses. Foi solicitada ecografia transvaginal que evidenciou endométrio de 14 mm. Nesse caso clínico, a conduta padrão-ouro é
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm → Histeroscopia com biópsia endometrial.
Em mulheres pós-menopausa, qualquer sangramento vaginal é um sinal de alerta para patologia endometrial, incluindo câncer. Um endométrio espessado (>4-5mm) à ecografia transvaginal requer investigação invasiva para exclusão de malignidade.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que sempre deve ser investigado, pois, embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial ou vaginal, até 10-15% dos casos podem estar associados a câncer de endométrio. A idade da paciente (58 anos) e o histórico de menopausa aos 50 anos confirmam o SPM. A avaliação inicial do SPM inclui a ecografia transvaginal, que mede a espessura do endométrio. Em mulheres pós-menopausa, um endométrio com espessura superior a 4-5 mm é considerado espessado e requer investigação adicional. No caso apresentado, 14 mm é um espessamento significativo. A histeroscopia com biópsia endometrial é considerada o padrão-ouro para a investigação de patologias endometriais, pois permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação de lesões focais (pólipos, miomas submucosos, áreas de hiperplasia ou carcinoma) e a coleta de material para análise histopatológica de forma direcionada, aumentando a acurácia diagnóstica em comparação com a curetagem uterina cega. Outras opções como terapia de reposição hormonal ou observação são inadequadas diante do risco de malignidade. A colposcopia com biópsia é para lesões cervicais ou vaginais, não endometriais. Portanto, a histeroscopia com biópsia é crucial para um diagnóstico preciso e manejo adequado, garantindo a exclusão ou confirmação de condições pré-malignas ou malignas do endométrio.
O valor de corte para espessamento endometrial em mulheres pós-menopausa que apresentam sangramento é geralmente de 4-5 mm. Acima disso, a investigação é indicada.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de áreas suspeitas, sendo mais precisa que a curetagem uterina cega para o diagnóstico de patologias focais.
As principais causas incluem atrofia endometrial/vaginal (mais comum), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e câncer de endométrio, sendo este último o mais grave e que exige exclusão.
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