UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2015
Paciente de 58 anos, gesta 3, para 3 (cesáreas), menopausada há 8 anos, nunca usou terapia hormonal, apresentou sangramento genital discreto. O exame especular e o toque foram normais, e a ultrassonografia revelou útero com volume de 45 cm3, espessura do eco endometrial de 2 mm e presença de 2 miomas intramurais de 1,2 cm e 1,7 cm. Não há exames anteriores para comparação. Qual é a melhor conduta?
Sangramento pós-menopausa + eco endometrial < 4-5 mm + sem outros fatores de risco → provável atrofia endometrial; conduta expectante.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento genital discreto e eco endometrial fino (≤ 4-5 mm), a causa mais provável é a atrofia endometrial. Nesses casos, se não houver outros fatores de risco ou achados suspeitos, a conduta expectante é apropriada, com reavaliação se o sangramento persistir ou se tornar mais intenso.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. No entanto, a causa mais comum é a atrofia endometrial, devido à deficiência estrogênica. A avaliação inicial inclui exame físico e ultrassonografia transvaginal para medir a espessura do eco endometrial, que é um preditor importante do risco de malignidade. A fisiopatologia da atrofia endometrial envolve a diminuição dos níveis de estrogênio após a menopausa, levando ao afinamento e fragilidade do endométrio, que pode sangrar facilmente. Miomas uterinos, embora presentes, raramente causam sangramento pós-menopausa se não houver degeneração ou outras alterações. O diagnóstico diferencial é crucial para excluir condições mais graves, como hiperplasia ou câncer de endométrio. A conduta para sangramento pós-menopausa depende da espessura do eco endometrial. Se o eco for ≤ 4-5 mm, como no caso da paciente (2 mm), e não houver outros fatores de risco ou achados suspeitos, a conduta expectante é geralmente apropriada, pois a probabilidade de malignidade é muito baixa. Se o sangramento persistir ou o eco for mais espesso, procedimentos como histeroscopia com biópsia ou curetagem fracionada são indicados para obter material para análise histopatológica.
A espessura do eco endometrial é um indicador crucial. Um eco endometrial ≤ 4-5 mm em mulheres pós-menopausa tem um valor preditivo negativo muito alto para câncer de endométrio, tornando a atrofia a causa mais provável.
As causas mais comuns são atrofia endometrial e vaginal (cerca de 60-80%), seguida por pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e, menos frequentemente, câncer de endométrio.
É indicada quando o eco endometrial é > 4-5 mm, há fatores de risco para câncer de endométrio, o sangramento persiste apesar da conduta expectante, ou há achados suspeitos na ultrassonografia.
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