CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
Mulher de 56 anos, menopausa há 7 anos, hipertensa e diabética comparece em consulta com clínico geral referindo sangramento vaginal intermitente nos últimos três meses. Traz sua última colpocitologia oncótica realizada há quatro anos, cujo laudo foi atipia de células glandulares (AGC). Na ocasião foi encaminhada para ginecologista, mas não conseguiu o atendimento no posto de saúde. Exame físico geral sem alterações exceto PA: 150 x 90 mmHg. Inspeção macroscópica do colo uterino sem lesões macroscópicas, presença de sangramento exteriorizando pelo orifício cervical externo em pequena quantidade. Assinale a alternativa que corresponde a uma propedêutica adequada para o caso
Sangramento pós-menopausa + AGC prévia = investigar colo (colposcopia/escovado) e endométrio (USG transvaginal).
Sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para neoplasias ginecológicas, especialmente câncer de endométrio. A história de AGC na colpocitologia, mesmo que antiga e sem seguimento, aumenta a preocupação com lesões glandulares, tanto cervicais quanto endometriais, exigindo uma investigação completa do trato genital inferior e superior.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser negligenciado, pois pode ser a primeira manifestação de uma neoplasia ginecológica, sendo o câncer de endométrio a causa mais comum. A paciente em questão apresenta múltiplos fatores de risco para câncer de endométrio, como idade, menopausa há 7 anos, hipertensão e diabetes. Além disso, a história de Atipia de Células Glandulares (AGC) em uma colpocitologia prévia é um achado preocupante. AGC não é um diagnóstico, mas uma categoria que indica a necessidade de investigação aprofundada, pois está associada a um risco significativo de lesões intraepiteliais de alto grau ou câncer, tanto cervicais quanto endometriais. A falta de seguimento dessa alteração torna a investigação atual ainda mais urgente. A propedêutica adequada deve ser abrangente. A colposcopia com escovado endocervical é essencial para avaliar o colo uterino e o canal endocervical, onde as lesões glandulares podem se originar. Simultaneamente, a ultrassonografia transvaginal é fundamental para avaliar o endométrio, medindo sua espessura e identificando possíveis alterações que justifiquem uma biópsia endometrial (que pode ser guiada por histeroscopia, se necessário). Essa abordagem combinada permite investigar as principais fontes de sangramento e as possíveis origens da AGC.
O sangramento pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir causas malignas, sendo o câncer de endométrio a principal preocupação, especialmente em pacientes com fatores de risco.
AGC indica a presença de células glandulares anormais, que podem ser de origem endocervical ou endometrial, e requer investigação aprofundada devido ao risco de lesões pré-malignas ou malignas, exigindo colposcopia e avaliação endometrial.
A ultrassonografia transvaginal é crucial para avaliar o eco endometrial, que, se espessado em mulheres pós-menopausa com sangramento, pode indicar hiperplasia ou câncer de endométrio, necessitando de biópsia para diagnóstico definitivo.
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